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Projeto une estudantes cegos e detentos no Paraná

"Visão de Liberdade” é o vencedor deste ano do prêmio “Inovare”, que tem como objetivo identificar e divulgar iniciativas inovadoras no sistema de Justiça, para que elas possam ser replicadas por todo o Brasil. A cerimônia de premiação ocorreu em 5 de dezembro e o projeto, desenvolvido em Maringá/PR, concorreu na categoria “Justiça e Cidadania”.

A ideia surgiu em 2004, a partir da constatação que faltavam materiais adaptados para atender os alunos com deficiência visual na área sob a jurisdição do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP Maringá), como livros digitados para impressão em braille, livros falados, materiais em relevo, maquetes, jogos adaptados, dentre outros.

Para tentar resolver o problema, nasceu a proposta de envolver os detentos da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM) e a experiência deu certo: hoje pessoas com deficiência visual, crianças, jovens e adultos, moradores tanto da zona urbana quanto rural, dos 127 municípios da área de abrangência do CAP Maringá, são beneficiados pela produção. Com o resultado positivo do trabalho, alguns materiais, como o livro falado, são disponibilizados a outros centros e associações de deficientes visuais de todo país e também para a biblioteca pública de Sobreda, em Portugal.

Antonio Tadeu Rodrigues, presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Maringá (CONSEG Maringá), um dos parceiros do projeto, era diretor da PEM na época do início dos trabalhos. Ele analisa a interação dos participantes: “Quando citamos as duas classes que são atendidas, ou seja, os detentos e as pessoas com deficiência visual, sabemos que estamos nos referindo a duas classes muitas vezes excluídas da sociedade. Os internos porque cometeram um crime e estão pagando por isso e, quando cumprem suas penas, têm uma dificuldade imensa de ressocialização, e as pessoas com deficiência visual que sofrem com a falta de material didático para alfabetização e para a sua vida”.

No “Visão de Liberdade”, os dois grupos se apoiam e contribuem um para o crescimento do outro. “Nesse caso, existe uma parceria com a sociedade, que ao mesmo tempo que auxilia no tratamento penal, recebe benefícios diretos que são resultados da dedicação das pessoas privadas de liberdade”, explica Rodrigues.

Atualmente, em torno de 15 presos trabalham no projeto. O termo “em torno” é utilizado pelo agente penitenciário e atual diretor da PEM, Vaine Gomes, porque existe uma rotatividade de presos que são beneficiados com progressão de regime e também os que saem do projeto em virtude de obtenção de liberdade. A cada três dias trabalhados o preso reduz um dia da sua pena.

Eles são escolhidos para participar pela Comissão Técnica de Classificação, que é multidisciplinar e composta por servidores da unidade penal que fazem a seleção de presos para qualquer atividade que vá se desenvolver no local, buscando o perfil adequado para cada atividade na unidade. “Por exemplo, não podemos selecionar um preso para digitar livros em braile se ele não entender nada de computadores”, explica Gomes. O aprendizado dos presos é feito com orientação do CAP, cujos técnicos vão até a unidade e repassam todo o material que deve ser produzido e a forma mais adequada para o trabalho.

O diretor da PEM ficou entusiasmado pelo projeto ter sido finalista no prêmio “Inovare”: “Sem dúvida é um reconhecimento por um belo trabalho realizado por tantas pessoas e que é pensado para atender pessoas. O grande diferencial do projeto é que o efetivo de servidores, parceiros do projeto e os presos sabem da relevância do trabalho e se dedicam para que as atividades sejam desenvolvidas da melhor maneira possível”, afirma.

Gomes considera que para o “Visão de Liberdade” ser estendido a outras penitenciárias se faz necessário, primeiramente, um estudo de fatores como estrutura física, segurança, local, efetivo de servidores e outras. A execução em si não é algo tão complexo, desde que haja pessoas qualificadas nos processos de formação dos presos para que sejam ensinados todos fundamentos e técnicas corretas para produção de material de qualidade para os usuários.

 

Trabalhadores

Quem participa do projeto reconhece a importância dele. Trabalhando há dois meses, José Marcelo Teixeira Granero considera a atividade muito gratificante por estar ajudando a quem precisa: “Além disso, aprendo muito com tudo isso, aprendo o verdadeiro valor da vida. Quando estou fazendo trabalhos para os deficientes visuais faz muita diferença, fazemos com muito amor sabendo que, no fundo, isso nos mostra uma visão de vida que podemos compartilhar, futuramente, com nossos filhos”. Granero afirma também que o grupo de trabalho o ensinou a enxergar a vida com outros olhos e aprender a lidar com os obstáculos que a vida oferece de forma diferente.

Wagner Roberto Gomes do Santos, há 4 meses no grupo, se mostra muito satisfeito em saber que, através desse trabalho e dedicação, pode ajudar pessoas com deficiência visual que dependem desse material produzido. “Isso, com certeza, me motiva muito e estou aprendendo também com eles a me tornar uma pessoa melhor. Isso, com certeza, faz diferença na hora da produção. O trabalho me incentiva muito na minha ressocialização e na volta ao convívio social”, finaliza.

Para Fernando Leandro Nogueira, participar do projeto significa se colocar no lugar das pessoas com deficiência visual: “As peças têm que ser pensadas de modo que entendam o que são”. Ele já está há 11 meses no grupo e sugere, inclusive, que sejam colocados outros detentos porque o trabalho é todo manual e exige tempo e dedicação.

“É uma oportunidade de estar remindo minha pena e uma experiência magnífica em saber que estou ajudando”, conta Jeverson Fernando Carneiro, há 3 meses no trabalho. Ele considera que faz diferença saber a quem se destina o material confeccionado: “Isso torna a experiência gratificante. Com o projeto, abro minha visão referente a quem precisa. Podemos ajudar, enfim, agradeço”, finaliza.

 

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EDUCAÇÃO PRONATEC MINAS GERAIS FOTO Ariel Thàmis

Curso forma pessoas com Síndrome de Down

A cidade de Pedro Leopoldo/MG é a primeira a ter um curso para esse público vinculado ao PRONATEC - Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego. A ideia surgiu em abril passado quando os responsáveis pelo programa constataram que não havia opções para pessoas com deficiência no âmbito do Programa. As aulas são coordenadas e realizadas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES) do Governo do Estado de Minas Gerais. A cidade foi escolhida porque já havia ações do PRONATEC SEDECTES sendo desenvolvidas: “As portas abertas e o acolhimento facilitaram o acesso para outras modalidades, uma vez que as aulas acontecem dentro de uma escola municipal. Não queríamos que fosse na APAE, mas em uma escola curricular comum”, explica Cristiane Saldanha, coordenadora-geral do PRONATEC SEDECTES, destacando o apoio da Prefeitura de Pedro Leopoldo. O projeto piloto começou com os alunos com Síndrome de Down por causa da deficiência cognitiva, explica a coordenadora, porque é mais difícil de fazer uma metodologia de ensino profissional. “Hoje os órgãos não fazem o ensino para o mercado profissional, podemos ver muito é artesanato e economia criativa. O curso ofertado permite que eles possam realizar até trabalho autônomo”, ela garante.

As aulas comemçaram no último mês de outubro, com 21 alunos que participam do curso de Recepcionista de Eventos. O programa tem duração de 50 dias letivos com 200 horas de aulas, ministradas de segunda a quinta feira na parte da tarde. O tema foi escolhido pelas oportunidades de trabalho e Cristiane garante que algumas empresas já se interessaram pela contratação dos alunos. A parte de orientação profissional é realizada pela equipe do PRONATEC SEDECTES. Os alunos já participaram de eventos e a coordenadora afirma que estão aproveitando muito: “Eles estão amando o curso. Fazem sempre atividades práticas e passeios. A turma está bem animada. Muitos pais têm relatado como a atitude deles em casa mudou, sendo mais participativos”, afirma.

A coordenadora diz que o curso é feito com muito amor e cuidado. “Queremos contribuir cada vez mais com a capacitação deste público”. Segundo ela, estão sendo elaborados outros cursos, como teatro e música. Em 2018 deverá ser formada uma turma do PRONATEC para pessoas com deficiência em Belo Horizonte (MG).

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