6 curiosidades sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos

Onu

Em comemoração aos seus 75 anos, a Fundação Dorina Nowill para Cegos escolheu alguns temas marcantes da sua trajetória, de conquistas e desafios, na luta pelas causas das pessoas com deficiência visual

A ideia é compartilhar essa história, de quando e como tudo começou, a criação da gráfica em Braille, do centro de memórias, a homenagem de Maurício de Sousa, entre outros. Com certeza a instituição tem muitas realizações para contar. Confira abaixo as principais delas.

Fundação para o Livro do Cego no Brasil

Foto antiga

Ainda conhecida como Fundação para o Livro do Cego no Brasil, a organização foi inaugurada em 1946 por Dorina de Gouvêa Nowill e Adelaide Reis Magalhães, e tinha como objetivo a produção de materiais em Braille, expandindo as atividades voltadas à educação e inclusão de pessoas com deficiência visual no Brasil. Já em 1991, passou a se chamar Fundação Dorina Nowill para Cegos, em homenagem a sua idealizadora.

A Fundação está localizada à rua Dr. Diogo de Faria, 558 – Vila Clementino, São Paulo – SP

Imprensa Braille

maquinário
Criada em 1948, o setor de impressão braille da Fundação para o Livro do Cego no Brasil, futuramente veio a maior Imprensa Braille da América Latina e uma das maiores do mundo, com capacidade de impressão de até 450 mil páginas por dia. Atualmente, o local trabalha na produção e distribuição gratuita de livros acessíveis para pessoas com deficiência visual, contemplando locais como escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil, além de oferecemos serviços, sob medida, de consultoria em acessibilidade para diversos setores do mercado, colaborando com uma sociedade mais inclusiva e igualitária.
Discurso na ONU
Dorina de Gouvêa Nowill discursa na Onu

Dorina de Gouvêa Nowill foi convidada como uma das principais figuras para discursar na ONU, em 1981. A fundadora da até então Fundação para o Livro do Cego no Brasil, marcou presença na Assembleia Geral trazendo assuntos sobre a transferência da tecnologia de países industrializados para os que ainda estão em desenvolvimento, além de consagrar a data como o Ano Internacional das Pessoas Deficientes (termo utilizado até 2006), a Dama da Inclusão fomentou a importância da luta pelos direitos das pessoas cegas ou com baixa visão.

Centro de memória

centro

 

Inaugurado em 2002, o Centro de Memória Dorina Nowill tem como missão apresentar a história da luta das pessoas com deficiência visual no Brasil e no mundo. O trabalho tem eixos de ações educativas, e de educação patrimonial, visando a promoção e acesso à informação e à memória histórica. Os visitantes têm acesso a conteúdo e objetos históricos como máquinas de escrever em Braille, regletes (peça desenvolvida para escrever em Braille), livros acessíveis, audiolivros, bengalas de épocas diferentes, além de textos e imagens que contam a trajetória da instituição.

Homenagem feita por Maurício de Sousa

 

No ano de 2004, o cartunista Maurício de Sousa, criador dos quadrinhos “Turma da Mônica”, inseriu uma nova integrante em seus desenhos: a Dorinha, idealizada com o intuito de homenagear a Dama da Inclusão, Dorina de Gouvêa Nowill. Dorinha foi inserida nos gibis como a primeira personagem cega da Turma. Na história, os amigos Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão e Marina dão boas-vindas à menina com deficiência visual, que aparece já marcando presença com roupas descoladas e fazendo amizade com todos.

Acervo de Livros

 

Desde a criação da Imprensa Braille, a Fundação Dorina Nowill para Cegos trabalha para inovar os conteúdos publicados, atualmente com 508 livros em Braille, 3.675 audiolivros e 945 conteúdos digitais, a instituição pretende lançar novas obras em 2021, como os títulos: A flor de Lirolay e outros contos da América Latina, Entre quatro paredes, Ruth Rocha conta a Odisséia, Eugênia e os robôs, Marco queria dormir, Exercícios de ser criança, Hebe: a biografia, Uma vida no escuro, Meu quintal é maior do que o mundo, Na minha pele.

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