A importância da Música para Pessoas com Autismo

garota branca em frente ao espelho com headphones ouvindo música

Desde os primeiros anos, a música é introduzida na vida da criança: há músicas para dançar, comer, brincar, parabenizar e até aprender.

É inegável que a música afeta nosso sistema de maneira emocional e promove reações psicológicas e fisiológicas.

No caso de crianças autistas, entre tantos benefícios, a música é a maneira de verbalizar, já que no Espectro a transmissão de emoções é muitas vezes limitada.

É através da transmissão de emoções causada pela música que a criança autista consegue falar de si, contar histórias, se divertir, brincar, se soltar e até demonstrar sentimentos como amor, saudade, alegria e carinho.

Como a música age no corpo de uma pessoa com autismo?

Os estímulos musicais que recebemos afetam nosso corpo de maneira que pareça um complexo musical, cheio de ressonâncias. Esse fato não exclui pessoas com autismo.

 Um estudo publicado em 2018 afirma que a música motiva quase todas as regiões cerebrais e subsistemas neurais. Além disso, motiva mudanças no metabolismo, aumenta o fluxo de respiração, opera no córtex cerebral e pode estabelecer sensação de felicidade ao indivíduo que o ouve.

Os mesmos autores do estudo defendem que o estímulo musical para crianças com autismo amplia as capacidades e desenvolvimento do cérebro, o que auxilia sua eficiência, tendo como benefício a potencialização da saúde mental e física das crianças.

 Qual a importância da música na aprendizagem do autista?

A música pode ser utilizada como meio de viabilizar a aprendizagem de uma criança com autismo, uma vez que, através dela pode-se desenvolver a pessoa em várias áreas que vão desde a cognitiva a afetiva.

Os autores do estudo reforçam que os autistas respondem positivamente à inclusão de música no processo de aprendizagem. Além disso, ressaltam que é uma maneira eficaz de desenvolver a disciplina, motivação e coordenação.

Esses fatores são pilares para a importância da música no aprendizado de pessoas com autismo. Os autores complementam os benefícios:

  1. A música desperta a criatividade da criança
  2. Amplia o poder de atenção
  3. Motiva a expressão corporal
  4. Altera as emoções, o que pode ser benéfico na saúde física e mental da criança
  5. Possibilita a socialização com o mundo externo
  6. Aumenta os laços entre pais e familiares

Musicoterapia e autismo!

Musicoterapia pode ser definida como a prática musical com o objetivo de desenvolvimento psíquico, reabilitacional, recreativo ou educacional, sem focar exatamente na produção de sons e sim no bem-estar do indivíduo que se beneficia deste tratamento que é ministrado por um profissional da área.

Diferente da educação musical, o foco desta terapia é o indivíduo. Estudos apontam que a inclusão da musicoterapia no tratamento de pessoas com TEA é efetiva, pois motiva a aquisição – ou não – de novas habilidades que podem ser de grande valia para encarar desafios futuros durante o resto da vida.

É importante salientar, que tanto a inclusão de música quanto da musicoterapia deve ser uma tarefa prazerosa para a criança diagnosticada com o Espectro. Neste caso, é importante conhecer a criança e respeitar as suas limitações, que podem incluir a não utilização de música no seu dia a dia.

 Fontes:

https://www.inspiradospeloautismo.com.br/a-musica-pode-ajudar-criancas-com-autismo/

http://www.fpa.art.br/ojs/index.php/teste/article/view/79/70

https://terradamusicablog.com.br/como-musica-pode-ajudar-no-desenvolvimento-da-crianca-autista/

https://psicologado.com.br/psicopatologia/saude-mental/a-utilizacao-da-musicoterapia-no-tratamento-de-criancas-com-transtorno-do-espectro-autista

https://professordicastro.com.br