Agosto Dourado: aleitamento imediato após o parto fortalece laços entre a família

Aleitamento imediato após o parto fortalece laços entre a família

O que é parto humanizado e o que o tema tem a ver com o aleitamento?

A humanização do parto é um cenário no qual a mãe é a protagonista, tendo seus desejos e vontades respeitados.  Vamos tratar deste assunto e também do aleitamento!

Para que isso seja possível, ela deve ser informada, ao longo de toda a gestação, sobre os benefícios ou consequências de cada procedimento. Nesse contexto, prioriza-se a condução mais natural e fisiológica possível do nascimento, reservando as intervenções para casos específicos.

A humanização e o aleitamento materno estão intimamente relacionados, uma vez que todo esse ambiente de acolhimento e segurança favorece a liberação de ocitocina, um dos hormônios responsáveis pela liberação do leite. Também permite que, caso a mãe e o bebê estejam bem logo após o parto, ele vá diretamente para o colo para ser amamentado, permanecendo por pelo menos uma hora para que a interação aconteça. Nessa situação, as rotinas e protocolos hospitalares são deixados para um segundo momento.

Todos estes procedimentos são seguidos no Hospital e Maternidade Silvério Fontes (HMMSF) em Santos, litoral paulsita, e servem de exemplo no Agosto Dourado, mês de incentivo ao aleitamento materno. A unidade está investindo em um top materno, material usado para que o bebê fique preso junto ao colo da mãe quando ela tem dificuldade em segurá-lo.

“No parto que não é humanizado, a rotina da instituição de saúde, como pesar e medir o bebê, prevalece. A humanização da assistência é importante para inverter essa lógica, onde as necessidades da mulher e do bebê são a prioridade. Mesmo se a mulher não estiver em condições de receber o bebê, por exemplo, é possível envolver o acompanhante nesse processo e ele mesmo pode fazer esse contato pele a pele”, explica Laura Mafra, enfermeira-obstetriz da HMMSF.

Somente em situações de risco de morte para a mãe e o bebê, ou em casos de mães que convivem com o vírus HIV, não é possível realizar a amamentação imediatamente após o nascimento da criança. Após a primeira hora com a família, o bebê segue para as rotinas do hospital. Logo em seguida, retorna aos braços da mãe, ao lado de quem permanece até o momento da alta.

Ao longo da estadia hospitalar, a equipe orienta quanto à amamentação, corrige a pega do bebê e realiza laserterapia em lesões mamilares, sempre que necessário.  A unidade também possui um espaço exclusivo para amamentação, onde é realizada a mamalgesia – quando precisam passar por um algum procedimento que cause dor, como aplicação de vacina e teste do pezinho, os bebês são colocados para mamar, pois o foco na sucção do leite materno causa menos sofrimento em procedimentos invasivos.

Laura Mafra lembra do caso de uma puérpera que esteve internada na UTI devido à elevação da pressão. Internada em leito específico, angustiou-se por não estar ao lado do bebê, apresentou ansiedade, tinha dificuldade para dormir e comer, prejudicando sua recuperação.

A solução da equipe médica, além de conversar com a paciente, foi fazer uma chamada de vídeo para mostrar o bebê e ordenhar o leite da mãe para alimentar o filho. “Ela evoluiu muito bem em seu quadro clínico e quando reencontrou o bebê estava satisfeita por ter feito algo por ele. E depois ela amamentou normalmente a criança”.

 

Aleitamento imediato após o parto fortalece laços entre a família