Alunos de São Paulo criam projeto qualificado a conscientização sobre o Alzheimer

O dia 21 de setembro é o Dia Mundial do Alzheimer, data em que se marca a necessidade de defesa e conscientização da sociedade sobre a importância da prevenção, diagnóstico precoce e cuidado, bem como do apoio e suporte aos familiares e cuidadores das pessoas que vivem com a doença.

Uma turma do 4º ano do Ensino Fundamental do Colégio Marista Arquidiocesano, localizado em São Paulo (SP), está desenvolvendo o projeto “ Hakuna Matata – A alegria é contagiosa”. Como objetivo, os alunos estão buscando conscientizar e informar as pessoas sobre o tema.

O trabalho foi orientado pela coordenadora pedagógica Lilian Gramorelli e conduzido pela professora Michele Assunção e faz parte do desenvolvimento do Projeto de Intervenção Social (PIS) da turma, uma prática pedagógica Marista que promove o diálogo e o protagonismo, permitindo entender como necessidades humanas e sociais, questioná-las e traçar caminhos para enfrentar as problematizações contemporâneas.

As professoras iniciaram as abordando o tema “Empatia – Eu me vejo em você”, relacionando-o ao contexto atual. As crianças assistiram a vídeos sensibilizadores, discutiram sobre a capacidade de se colocar no lugar do outro, conhecê-lo e percebê-lo. A partir da indagação “De que maneira podemos entregar o melhor de nós para o mundo?”, Estabelecida sobre o tema Alzheimer e demências.

“Em nossas pesquisas, descobrimos que quando uma pessoa está com Alzheimer, ocorre uma perda progressiva da massa cerebral, o que afeta sua memória e compromete as atividades de vida diária. Após explorar diversas bibliografias, as crianças perceberam que uma boa maneira de lidar com a doença é utilizar o bom humor. Assim, nasceu o título do nosso projeto: “Hakuna Matata – A alegria é contagiosa”, explica a professora Michele Assunção.

Os alunos conheceram o livro “Guilherme Augusto Araújo Fernandes”, da escritora australiana Mem Fox, que traz uma delicada história sobre memórias. Foi proposto um levantamento de informações sobre o tema e a construção de um boneco para acompanhar as crianças durante todo o projeto.

“Os estudantes foram convidados a treinar seu papel de cuidador. Para isso, estão levando o boneco construído com a turma para casa, respeitando os protocolos sanitários de combate à Covid-19, e de forma lúdica, estão desenvolvendo o senso de responsabilidade, autonomia e cuidado mútuo”, afirma Michele.

Nesse percurso, o diálogo, o respeito e a reciprocidade fazem parte da execução das tarefas. Além disso, o desenvolvimento de habilidades como argumentação, comunicação, empatia e cooperação destacam-se durante as aulas. Nas próximas semanas, um médico especialista na doença deve ser convidado para conversar com a turma e tirar dúvidas.

“Acreditamos que com o desenvolvimento desse projeto, os estudantes terão a oportunidade de ampliar seus conhecimentos e poderão pensar em estratégias proativas e eficientes para trazer apoio e qualidade de vida aos familiares e portadores da doença”, frisa a professora.

Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com demência cresce em todo o mundo, estimando-se que atualmente 55 milhões de pessoas com mais de 65 anos sofram da síndrome, valor que deve aumentar para 78 milhões em 2030 e para os 139 milhões em 2050.