APP de relacionamentos apostam na inclusão de Pessoas com Deficiência

APP de relacionamentos apostam na inclusão de Pessoas com Deficiência

Em matéria recém publicada no UOL, a jornalista Mayumi Sato traz à pauta que o tema acessibilidade deveria ser uma preocupação cada vez maior, não só fora, mas também no meio digital, principalmente de quem se propõe a criar produtos e serviços inclusivos e que atendam às necessidades de diferentes tipos de consumidores. Levantando dados sobre o número de PcD no Brasil ela pergunta: “mas como ficam essas pessoas na hora de flertar ou encontrar alguém em um aplicativo de relacionamento ?”

Ela disse que, lendo sobre esse tema, encontrou uma pesquisa divulgada por uma empresa indiana, líder de aplicativos de namoro na Índia, que diz que 43% das pessoas com deficiência entre 21 e 30 anos contaram que o namoro sempre ficou em segundo plano. Por outro lado, 52 % das pessoas com idades entre 25 e 30 anos usam aplicativos de namoro para encontrar pessoas por conta da simplicidade proporcionada pela tecnologia. Na mesma pesquisa ela ainda ressalta que 49% dos entrevistados optam por não definir conversas baseadas em sua deficiência, enquanto 51 % preferem informar já no início; e 41 % das mulheres revelaram falta de confiança em parceiros por conta da sua condição física.

Ou seja, cada vez mais as pessoas buscam relacionamentos através de aplicativos e com as pessoas com deficiência isso não é diferente. É uma tendência mundial, porém, no Brasil, certamente muito mais utilizada do que em países de primeiro mundo. O que é preciso é – independente de ser uma pessoa com deficiência ou não – tomar cuidado com esses APP, e com as pessoas que você se relaciona no mundo virtual. Na internet vale tudo e tem espaço para todos, para quem presta e para quem não presta. Para pessoas bem e mal intencionadas. Por isso, muito cuidado ! Procure conhecer pessoalmente antes de se envolver.