Atletas brasileiros se destacam na Paralímpiada de Inverno na Coreia do Sul !

Os Jogos Paralímpicos de Inverno, que em 2018 aconteceram em Pyeong Chang, na Coreia do Sul, terminaram no dia 18 de março. No total, participaram 567 atletas de 48 países, que disputaram durante 8 dias medalhas em 6 modalidades esportivas: snowboard, esqui cross-country, curling em cadeira de rodas, hóquei e biatlo.

A participação brasileira foi considerada um sucesso pelo Comitê Paralímpico Brasileiro: neste ano o Brasil conseguiu enviar 3 atletas aos Jogos, um a mais que nos Jogos de Inverno de Sochi, na Rússia (em 2014) e o veterano André Cintra, de 38 anos, conseguiu dois resultados top 10. A paranaense Aline rocha, de 27 anos, foi a primeira brasileira a participar de uma Olimpíada de Inverno.

Deve-se destacar que os Jogos Paralímpicos de Inverno da Coreia do Sul tiveram a segunda participação brasileira e que, como o Brasil é um país em grande parte tropical, sem a ocorrência de neve – com a exceção de alguns municípios na Serra Catarinense – os resultados foram expressivos. Nenhuma medalha foi conquistada, mas o Comitê Paralímpico Brasileiro planeja para 2026 a meta de conquistar uma medalha. Os próximos Jogos de Inverno acontecerão em 2022 em Pequim, na China.

O paulista André Cintra, único veterano da Rússia 2014 na delegação, conseguiu chegar entre os 10 mais bem colocados em dois esportes: snowboard cross e banked slalom. André é snowboarder. “Estou muito orgulhoso de poder ter competido mais uma vez nos Jogos de Inverno. Há quatro anos, sabia muito pouco sobre o esporte e sobre a neve. Agora, conquistei 2 Top 10. Foi um grande avanço para mim e para o país”, disse. André perdeu parte da perna direita após sofrer um acidente quando tinha 17 anos.

A paranaense Aline Rocha, de 27 anos, foi a primeira brasileira a competir em uma Olimpíada de Inverno. Ela também foi a única atleta paralímpica da América do Sul em Pyeong Chang. Ela disputou 4 provas de Atletismo, sendo três individuais e uma com Christian Ribera, atleta mais jovem da competição. “Sinto um orgulho imenso de poder representar a categoria feminina tanto para o Brasil quanto para a América do Sul”, comentou Aline. Ela sofreu um acidente de carro aos 15 anos que lesionou a sua medula.

O rondoniense Christian Ribera foi um dos destaques dos Jogos de 2018. Christian, de 15 anos, foi o atleta mais jovem a participar da Paralimpíada e, além disso, obteve a melhor colocação brasileira: ficou em 6º lugar na prova de esqui cross-country. Nesta modalidade, o atleta esquia em um percurso de 15 Km. Christian também participou de provas de revezamento misto ao lado de Aline e foi escolhido para ser o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento. O jovem sofre de artrogripose – uma doença congênita das articulações das extremidades – e já passou por 21 cirurgias para correção das pernas.

Nos Jogos de Inverno de Sochi em 2014, além de André Cintra, participou o também paulista Fernando Aranha, esquiador de cross-country.

O objetivo do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) é conquistar a primeira medalha para o país nos Jogos de Inverno em 2026. “Estamos muito felizes com a participação do Brasil nos Jogos. Foi um trabalho que começamos em 2012. O Plano até 2026 passava, é claro, por Sochi 2014, Pyeong Chang 2018 e Pequim 2022. Aqui conseguimos resultados superiores aos que esperávamos”, disse Mizael Conrado,  presidente do CPB.

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