Autoridades confirmam urgência na vacinação para PcD e pessoas com doenças raras

ampolas de vacina
Foto: Agência Brasil

Em mais uma live realizada na última terça-feira, dia 20 de abril, pelo “Movimento Pessoa com Deficiência: VACINA JÁ. Eu Mereço uma Dose de Respeito”, foi confirmado a necessidade de urgência na vacinação para as pessoas com deficiência e doenças raras. O encontro reuniu médicos e especialistas em doenças imunológicas.

Paulo Ferronato, um dos coordenadores da campanha Vacina Já, afirmou que o movimento nasceu de uma forma orgânica com a participação de pessoas com deficiências e doenças raras, além de representantes de federações e organizações sociais que atuam na defesa da pessoa com deficiência. O encontro contou também com a presença do jornalista Osvaldo Albuquerque.

O SISTEMA REAÇÃO – Revista e TV Reação faz parte da campanha desde o início.

 

O grupo, que conta com a participação de 22 estados brasileiros, busca desde março de 2021, quando nasceu, mostrar às autoridades de saúde a necessidade de mudança no Plano Nacional de Imunização e promover a vacinação imediata das pessoas com deficiência e doenças raras.

Durante a apresentação da origem de doenças raras, o médico Neurologista e  Chefe do setor de Doenças Neuromusculares, da Unifesp, Dr. Acary Souza Bulle Oliveira, afirmou que a vacinação para as pessoas com deficiência e doenças raras, é uma questão de humanidade e equidade. “Quando se fala em autonomia, estamos falando em saúde, e não há saúde com injustiças. A saúde é um direito fundamental”.

O médico trouxe o principal conceito da equidade, no âmbito do SUS, e as normativas existentes hoje. “É direito de todos os cidadãos ter acesso à saúde. Tendo a integralidade e a equidade como princípios. O comprometimento dessas pessoas ao contrair covid é mais grave. E a vacina funciona sim”.

Também esteve presente na live a médica Dra. Lily Yin Weckx, referência em imunizações e com profunda experiência no cuidado e acompanhamento desses pacientes. Ela é uma das coordenadoras dos estudos da vacina britânica no Brasil.

A médica lembrou que a população brasileira abraçou a vacinação contra a pólio, e isso proporcionou a erradicação. Lamentou que a falta de vacinação nos tempos atuais tem tido consequências sem precedentes ao Brasil, que é referência no exterior em campanhas de vacinação. “O nosso país, exportou o sucesso da campanha de vacinação para o mundo, e agora com a covid, estamos amarrados, não é por que não sabemos, porque somos referência internacional em vacinação”.

Dra. Lily Yin Weckx relembrou o começo do covid, na China, em dezembro de 2019. E que em 11 de janeiro a Organização Mundial de Saúde (OMS), decretou a situação como pandemia. De forma assustadora, ali começou um capítulo para a ciência. “Hoje temos milhões de casos. O Brasil faz quatro mil óbitos por dia, isso tudo apesar das medidas de contenção. E sabemos que a única coisa é a vacina, urgentemente”.

 O presidente da Comissão Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Conselho Federal da OAB, Joelson Dias, alertou que não faltam leis que asseguram e garantem o direito das pessoas com deficiências. No entanto, é preciso fazer cumprir, e prioridade no atendimento. “As leis trazem o direito à vida e o direito à saúde, e em crises humanitárias, a pessoa com deficiência tem a prioridade assegurada no seu atendimento. Precisamos tirar do papel, as medidas concretas e tirar do papel este direito”.

Ele lembrou das mais de 370 mil mortes que já acometem a população brasileira. “É percebido uma desorientação central para as melhores condições de enfrentamento dessas crises sanitárias. Precisamos avançar com responsabilidade e promoção do direito”.

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