Cardiopatia congênita: diagnóstico e tratamento precoce fazem a diferença para pacientes

Promover o diagnóstico e o tratamento precoces como forma de garantir a qualidade de vida dos portadores da má formação. Esses foram as principais conclusões de um webnário que foi realizado para celebrar 12/maio – Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita. O evento foi promovido e apresentado nas redes sociais do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH).

A titular da Pasta, ministra Damares Alves, participou do encontro chamando atenção para o apoio às famílias. “Sabemos que quem sofre não é apenas a pessoa portadora da cardiopatia, mas toda a família. Não dá mais para falarmos em políticas públicas de saúde sem trazer a família para o foco. Nesse sentido, quero destacar a forma transversal com que o assunto está sendo cuidado dentro do Governo Federal. Consideramos este evento um marco inicial de grandes debates”, observou.

Reveja aqui o webinário.https://www.youtube.com/watch?v=h9kfF3WXCQ4

Um dos palestrantes convidados foi o cirurgião cardiovascular Renato Assad. O especialista apresentou uma linha do tempo e enfatizou que as cirurgias hoje são realizadas cada vez mais cedo e isso faz toda a diferença na vida de quem convive com o problema. “Na década de 1970, raramente se operava as crianças portadoras de cardiopatia congênita com menos de um ano de vida. Com o passar do tempo e com os avanços tecnológicos, o tratamento passou a ser factível nos primeiros dias de vida”, explicou.

“Hoje temos inúmeras cardiopatias tratadas dentro da vida intrauterina por meio de um diagnóstico precoce. Ou seja, o impacto do diagnóstico pré-natal é importante não só para orientar a gestante, como também para proporcionar a chance de tratamento cirúrgico ou por cateterismo”, completou Assad.

A advogada Janaína Solto e a comunicadora Larissa Mendes, que são mães de crianças portadoras de cardiopatias, relataram suas experiências e sensações depois de receberem a notícia da má formação.

“Quando a gente descobre, é um momento muito delicado porque a maioria de nós nunca ouviu falar que uma criança poderia nascer com um problema cardíaco. Existe muito medo, muita insegurança e precisamos nos adaptar muito rápido para buscar tratamento para criança”, contou Larissa.

“Passamos por todas essas emoções e corremos o risco de entrar em depressão. Quando descobrimos precocemente, a gente consegue preparar o parto, saber se vamos precisar de uma UTI neonatal, uma equipe de suporte, ou mesmo uma cirurgia já nos primeiros dias”, observou Janaína.

A cardiopatia congênita é classificada como uma Doença Cardíaca Congênita (DCC). O problema consiste em uma má formação no desenvolvimento da estrutura do coração que aparece nas primeiras semanas de gestação. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, estima-se que nasçam aproximadamente 30 mil crianças com alguma cardiopatia congênita. O número reforça que um a cada 100 bebês é portador da má formação.

Os problemas de má formação cardíacas congênitas podem variar de condições simples, que não apresentam sintomas, a situações complexas, com sintomas mais graves e potencialmente fatais. Como não é considerada uma doença evitável, o diagnóstico pré-sintomático dos defeitos cardíacos que ameaçam a sobrevivência do recém-nascido é primordial para que haja um atendimento correto no tempo necessário, configurando o tratamento precoce.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MMFDH

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