De volta ao ar !

Vamos conhecer uma história para lá de superação… Alexandre Colaço, piloto de helicóptero, há alguns, após decolar do heliponto do edifício da Dacon – região central da capital paulista – ele viveu um verdadeiro caos a bordo. Foi sequestrado e, com uma pistola apontada para a cabeça, foi obrigado a seguir para Guarulhos/SP – região metropolitana.

Ele pousou na laje de um dos pavilhões da extinta Casa de Detenção do Carandiru, onde os detentos já estavam à sua espera com cabos de aço nos pátios. Após o embarque deles, em meio a uma troca intensa de tiros, Alexandre disse que não era possível decolar pois havia avaria no motor. Nesse momento um dos presidiários efetua um disparo em suas costas.

Propositalmente, ele tirou a aeronave do chão e deixou cair. Após a quebra da aeronave, ao se abaixar, levou um tiro vindo dos guardas da muralha e, dessa vez, bem mais sério, pois o tiro foi na cabeça.

Mesmo baleado conseguiu cortar o motor.

Foi arrancado da aeronave e agredido pelos agentes penitenciários, que achavam que também era um bandido. Mas foi salvo por um comandante de uma outra aeronave.

Alexandre percebeu que não tinha mais os movimentos do lado esquerdo do corpo. “Uma grande frustração tomou conta de mim ao saber que não poderia exercer mais a minha profissão”, contou o piloto.

Os anos se passaram e a vontade de voltar a voar nunca se foi, apenas ficou adormecida, até Alexandre conhecer o maior campeão brasileiro de paramotor Márcio Aita Júnior, de Itanhaém/SP.

“Começamos um trabalho de muita paciência para adaptar minha condição a maneira de voar. Após um ano, eu estava fisicamente pronto para voltar aos céus, e tudo estava preparado, menos minha cabeça. Depois de uma tentativa frustrada de decolagem, conversamos e percebi que era somente uma limitação na minha cabeça”, lembra Alexandre.

Os treinos continuaram e Alexandre voltou a voar em 2018.

“Hoje consigo entender que a cada decolagem posso contribuir com a maneira de como as pessoas veem a vida”, afirma.