Dia do Orgulho Autista: Santos oferece atendimento especializado em clínica-escola

Nesta sexta-feira (18) comemora-se, em todo o mundo, o Dia do Orgulho Autista, criado em 2005 nos Estados Unidos. A iniciativa visa tirar a conotação negativa do Transtorno do Espectro Autista (TEA), trocando o rótulo de “doença” por “condição”. Os maiores desafios do autista são a interação e a comunicação social.

Nesta data tão simbólica, a dona de casa Andréia Santos conseguiu o primeiro atendimento para seu filho, de 12 anos, no Centro de Reabilitação e Estimulação do Neurodesenvolvimento (Cren), a Clínica-Escola do Autista. “Cheguei aqui com muitas expectativas. Fomos muito bem atendidos. Agora, sei que meu filho terá um acompanhamento diferenciado”. Andréia passou pela triagem inicial na manhã desta sexta. “Conheci o espaço e acho que ele vai ajudá-lo muito”.

Assine nossa Newsletter

Newletter

“Trabalhamos para que os pacientes desenvolvam suas potencialidades e possam organizar sua rotina da melhor forma possível“, explica a neuropsicopedagoga, Ana Lúcia Pacheco, chefe da unidade.

A CLÍNICA

O Cren oferece uma equipe multidisciplinar e um espaço totalmente planejado para atender autistas de todas as idades. São 16 salas de atendimento, além de uma sala de atividades de vida diária (AVD), quadra, horto e consultório odontológico. “A AVD é um espaço essencial, pois aqui simulamos o ambiente de uma residência, onde eles realizam tarefas domésticas. O autista precisa de uma rotina bem organizada para desenvolver seu potencial, por isso este local é tão importante”, explica Ana Lúcia.

O equipamento também oferece atendimento com terapeuta ocupacional, musicista, educador físico, neuropediatra, nutricionista, psicopedagoga, psicólogo, psiquiatra, dentista e assistentes sociais. São 30 profissionais disponíveis. Todos eles passaram por um treinamento antes de iniciarem o atendimento.

Outro serviço diferenciado é a análise do comportamento aplicada, ciência ABA, que ajuda no desenvolvimento da comunicação e do comportamento de autistas. “É um tratamento muito caro, mas nós temos a condição de oferecer gratuitamente”, ressaltou a chefe da unidade.

Atualmente, 120 pessoas são atendidas no local, adultos e crianças. Os pacientes são encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde.