Dia Internacional da Epilepsia: diagnóstico e tratamento adequados garantem uma boa qualidade de vida aos pacientes

A epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta quase 50 milhões de pessoas no planeta.

Neste dia 7 de fevereiro, data que marca o Dia Internacional da Epilepsia, o Hospital Pequeno Príncipe reforça a importância do diagnóstico precoce e tratamento individualizado. Além disso, o maior hospital exclusivamente pediátrico do país também recomenda o acompanhamento médico, feito por um especialista: tudo isso pode garantir uma boa qualidade de vida aos pacientes.

A crise epiléptica é caracterizada por uma descarga elétrica anormal do cérebro, que causa convulsões. A epilepsia pode desencadear alterações do comportamento e do movimento do corpo e, em alguns casos, perda de consciência. Vale destacar que um único episódio de crise convulsiva não caracteriza a epilepsia. Para diagnosticar a doença, são necessárias pelo menos duas ou mais crises com intervalos variáveis.

As causas podem ser genéticas ou então ser decorrentes de algum agravo de doença neurológica ou até mesmo de uma lesão que deixou alguma sequela e que, devido a trauma.

As crises podem afetar apenas uma parte do cérebro ou várias, em pessoas de todas as idades. Os picos, normalmente, ocorrem entre crianças e em adultos com mais de 60 anos. Quando é identificada uma crise convulsiva, deve-se buscar orientação médica especializada para investigação.

 

A importância do tratamento

A epilepsia pode ser controlada com medicações específicas. Mas pode chegar até a intervenção cirúrgica ou a utilização do canabidiol.

Confira algumas orientações de como agir em caso de crises convulsivas e o que não deve ser feito nesses casos, de acordo com o neurologista pediátrico Alfredo Löhr Junior, do Hospital Pequeno Príncipe:

– Mantenha a pessoa deitada, de preferência com a cabeça voltada para algum lado;

– Retire objetos próximos com os quais a pessoa possa machucar-se;

– Afrouxe as roupas, se necessário;

– Deixe as vias aéreas livres, para facilitar a passagem de ar;

– Não introduza o dedo ou qualquer outro objeto na boca durante a crise;

– Não jogue água sobre ela nem ofereça nada para ela beber ou comer;

– Permaneça ao lado da pessoa até que ela recupere a consciência;

– Aguarde até cinco minutos para que ocorra a interrupção da crise. Caso contrário, o paciente deve ser levado ao pronto-atendimento ou, então, chame o SAMU;

– Quando a crise passar, deixe a pessoa descansar.