Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher

O que?
Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher

Quando?
25 de novembro de 2021

Quem?
A data tem o objetivo de alertar a sociedade sobre os casos de violência e maus tratos contra as mulheres. A violência física, psicológica e o assédio sexual são alguns exemplos desses maus tratos.

De acordo com as estatísticas, uma em cada três mulheres sofre de violência doméstica. A violência contra a mulher é uma questão social e de saúde pública; não distingue cor, classe econômica ou social, e está presente em todo o mundo.
Pensando em chamar à atenção da sociedade, poder público e dos órgãos de defesa e garantias de direitos foi que a FNMD – Frente Nacional das Mulheres com Deficiência foi criada.
O coletivo é recém formado por mais de 100 ativistas, com representantes de todas as regiões brasileiras.
O grupo foi criado, também,  para mobilizar as brasileiras com deficiência no sentido de avançar, junto com o poder público e a sociedade, nas providências urgentes para o enfrentamento à violência contra nós, quando se fala em violência doméstica e familiar, não se faz o recorte para esse público de mulheres

Existem pouquíssimas estatísticas sobre violência com recorte de mulheres com deficiência. Este ano, pela primeira vez o Atlas da Violência, publicação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBS), apresentou dados sobre a violência contra pessoas com deficiência.
De acordo com o estudo, a violência doméstica é a principal situação contra pessoas com deficiência, atingindo especialmente as mulheres, que representam mais de 58% das notificações.
Esses dados são apenas uma parte das ocorrências de violência contra mulheres com deficiência.
Sabe-se que há ampla subnotificação pela dificuldade de acesso físico, comunicacional e atitudinal aos órgãos competentes.
Além disso, por falta de informações adequadas, as vítimas com deficiência podem apresentar maior dificuldade para a percepção e compreensão das situações de abuso.

Finalmente, não existe uma rede de apoio segura que permita à mulher com deficiência sair da situação de violência. Com isso, ela segue o ciclo, sendo novamente agredida e revitimizada.

Diante deste quadro, é essencial a construção de uma ‘REDE DE APOIO’ com representantes políticos e comissões de mulheres com deficiência, para estudos de prevenção, combate e enfrentamento à essas violências que, pelo aumento expressivo, demandam ações institucionais mais efetivas.

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