Dia Nacional da Síndrome de Down

* Por Geraldo Nogueira

 

O dia 21 de março, que desde 2006 consta da agenda da Organização das Nações Unidas (ONU), como o Dia Internacional da Síndrome de Down, foi finalmente instituído como o Dia Nacional da Síndrome de Down no Brasil, pela recente publicação da Lei 14.306 de 03 de março de 2022.

A comemoração internacional teria sido uma proposta da Down Syndrome International e a data escolhida, 21/3, representa a singularidade da triplicação (trissomia) do cromossomo 21 que causa esta ocorrência genética. O objetivo do dia é celebrar a vida das pessoas com Síndrome de Down e difundir informações qualificadas para promover a inclusão social do segmento.

As pessoas com síndrome de Down têm comprometimento cognitivo e apresentam características físicas em comum. No entanto, preservam mais os atributos familiares do que entre si. Cada uma tem um ritmo de desenvolvimento e, como todas as outras pessoas, personalidade própria, além de qualidades e capacidades singulares. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, podemos citar a Fernanda Honorato que é repórter e porta-bandeira da Escola de Samba Embaixadores da Alegria, tendo atualmente assumido a representação da deficiência intelectual no Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (COMDEF-Rio); o Breno Viola ator e primeiro judoca faixa preta das Américas e, a lindíssima Maria Júlia de Araújo, a Maju de Araújo como é conhecida nas passarelas e entre as modelos nacionais e internacionais.

Ainda no Rio de Janeiro, tive notícia da proibição estabelecida pelo poder paralelo para que traficantes e usuários de drogas evitem envolver ou mesmo oferecer drogas a um garoto com síndrome de Down que, diariamente, perambula pelas ruas da favela. E em Minas Gerais, recentemente (6/3), ocorreu o primeiro casamento entre jovens com síndrome de Down na Cidade de Belo Horizonte. O músico Eduardo Gontijo, conhecido como Dudu do Cavaco, e a modelo Vitória Rosa deram um importante passo à frente, na relação que mantêm desde 2015.

Obstante a tudo isso o Rio de Janeiro, comparado a outros grandes centros brasileiros continua o lanterninha das políticas públicas voltadas para o segmento das pessoas com deficiência, mesmo vivendo aqui importantes figuras da política que são pais de crianças e jovens com Síndrome de Down.

*Presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa OAB-RJ.