DIA NACIONAL DO LIVRO: Dicas de como escolher livros para crianças autistas

Dia Nacional do Livro

Participar de uma roda de contação de histórias é uma das atividades que mais chamam a atenção das crianças. Viajar pelo mundo da imaginação, sonhar que está dentro do contexto sendo um príncipe ou princesa, ter medo de monstros e ficar satisfeito com o final feliz tão esperado.

Uma atividade simples para alguns e complexa para crianças dentro do espectro do autismo. “Hoje nós temos uma grande dificuldade em encontrar livros que se encaixam dentro da necessidade de uma criança autista”, relata Michelli Freitas, analista do comportamento especializada em autismo e diretora do IEAC (Instituto de Educação e Análise do Comportamento).

Mãe de um menino autista, Michelli relata que é necessário um cuidado maior na escolha de livros, além do uso de recursos complementares. “É importante que o adulto, seja pai ou educador, entenda que cada criança autista assimila de uma forma diferente, tem interesses próprios e para contar história deve contextualizar com gestos, figuras e brinquedos torna a experiência mais enriquecedora”, explica.

Já que o mês de abril é dedicado à conscientização do autismo e também dia 18 é o Dia Nacional do Livro, a profissional aproveita para dar 5 dicas de como selecionar histórias para crianças autistas:

– Interesse da criança: Saber dos interesses da criança ajuda a encontrar histórias que elas possam se interessar, com personagens que elas já tenham interação ou afeto, como dinossauro, por exemplo;

– Mais figuras: Por ter atraso na linguagem receptiva, crianças autistas aprendem melhor com estímulos visuais. É importante dar preferência a livros com mais imagens e menos texto;

– Tempo: Por possuir interesse mais restrito, é importante não contar histórias longas ou exigir que a criança se mantenha sentada quietinha o tempo todo, do contrário pode ocasionar em inquietação e não aproveitamento do momento de aprendizagem;

– Adaptação: Utilizar palavras mais simples por parte do adulto leitor é muito comum e ajuda na compreensão da história por parte da criança;

– Complementação: O uso de recursos para complementar é sempre muito bem vindo, então tenha por perto outros brinquedos, aponte lugares para ajudar a assimilar localização, faça interpretações, o que for necessário para deixar a experiência ainda melhor.

“Mesmo tendo todas essas restrições, é tão importante para o desenvolvimento do autista quanto de qualquer outra criança o momento da leitura. Portanto vale muito a pena investir esse tempo e contribuir com o crescimento adequado dela”, finaliza a analista de comportamento.

 

Algumas opções interessantes:

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