Diagnóstico precoce de doenças reumáticas ajuda a melhorar a qualidade de vida do paciente

Neste 30 de outubro é celebrado o Dia Nacional da Luta Contra o Reumatismo, data que lembra a importância de prevenir e tratar doenças reumáticas. 

Segundo o último levantamento feito pelo Ministério da Saúde, em 2019, 15 milhões de brasileiros possuem alguma doença reumática. O reumatismo é uma denominação para um grupo de mais de 100 enfermidades que atingem primeiramente o sistema locomotor mas que, em casos graves, quando o diagnóstico não é feito precocemente, podem também afetar órgãos internos e comprometer drasticamente a vida do paciente.

“As doenças reumáticas atingem pessoas de todas as idades e os principais sintomas são dores nas articulações, vermelhidão, inchaço, dificuldade de movimentação, deformidades e perda de força”, destaca o médico Felipe Mendonça de Santana, reumatologista do Hospital Santa Paula. Entre as mais comuns estão tendinite, artrite, artrose, bursite, gota, osteoporose e fibromialgia.

O tratamento varia dependendo de qual das enfermidades o paciente sofre e cabe ao médico fazer uma avaliação completa para determinar a melhor opção para cada caso. Mas, normalmente a prática de atividades físicas de baixo impacto, como pilates ou hidroginástica, fazer fisioterapia ou esportes de fortalecimento já ajudam no tratamento, pois, para a maioria dos casos, reduzem os sintomas.

Prevenir alguns destes tipos de doença requer que as pessoas se mantenham saudáveis, com uma alimentação balanceada, a prática regular de atividade física e cuidados com a saúde mental para evitar estresse, ansiedade e outros problemas. Também é preciso se manter distante do cigarro, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, excesso de açúcar, sal e alimentos gordurosos.

Mas quando o paciente já apresenta os sintomas, é importante que ele busque ajuda de um especialista o mais rápido possível, para que o tratamento adequado seja iniciado, evitando o avanço dos sintomas. “Quando a doença reumática é encontrada logo no início, existe uma possibilidade muito maior de o paciente controlar ou mesmo reverter a situação, garantindo qualidade de vida e reduzindo as chances de incapacidade física”, completa o médico Felipe Mendonça de Santana.

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