Em Campinas/SP, entidade lança lives e playlist em Libras

Divulgação / Na história, griot ou griô é o indivíduo que na África Ocidental tem por vocação preservar e transmitir as histórias, canções e mitos do seu povo
Criada em 2003, a Associação Griots – os Contadores de Histórias – experimenta possibilidades durante a pandemia do coronavírus. Desde o início do isolamento social, a entidade – que atua em hospitais e lares de idosos de diversas cidades na Região Metropolitana de Campinas – vem usando as redes sociais como principal meio de trabalho, mas agora com uma novidade. As novas histórias em vídeo estão traduzidas em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
“Com a pandemia do coronavírus e a impossibilidade de manter o contato pessoal, foi a forma que encontramos para continuar em contato com as crianças hospitalizadas e os idosos”, disse o presidente da associação, Marcos Baraldi. “Ao mesmo tempo, novos públicos podem acabar conhecendo nosso trabalho, que é incentivar a leitura através das nossas histórias, compartilhando carinho, alegria e esperança”, acrescentou ele.
Já são quase 150 histórias publicadas nas mídias da entidade, de segunda a sexta, em diferentes formatos e plataformas, narradas pelos voluntários da Associação. A novidade agora, é que as novas histórias em vídeo estão traduzidas em Libras. O trabalho é feito pelas irmãs e intérpretes Josie de Oliveira Ananias e Juliana de Oliveira Ananias. O que se vê na tela, porém, é só uma pequena parte do trabalho. Josie explica que o processo envolve várias etapas.
Primeiro elas atuam separadamente, assistindo ao conteúdo, pesquisando palavras e termos desconhecidos, e desenvolvendo as glosas, um esboço de tradução para Libras.  Só então, elas se juntam, discutem os esboços,  fazem ensaios, realizam uma gravação como teste, revisam e ajustam o tempo de duração do vídeo e texto. Finalmente, as intérpretes preparam o espaço de filmagem, a iluminação, e pensam até no figurino. A gravação acontece em pelo menos duas tomadas para escolher o melhor ângulo para edição.
“Em especial nesse trabalho para a Griots, focado em histórias infantis, com vocabulário acessível, procuramos sinalizar de forma lúdica, levando em conta o público-alvo, crianças surdas, e ouvintes, porque consideramos que a inclusão ocorre de fato quando se normaliza a presença do intérprete no palco ou na janela de Libras em um vídeo”, diz a tradutora.
“A criança aprende desde cedo que existe o diferente, outras crianças que ouvem com os olhos e falam com as mãos, e não há estranhamento quando ela se depara com a pessoa surda ou deficiente auditiva”, acrescenta ela.
A playlist das histórias com libras pode ser acessada no YouTube da Associação Griots, mas todos os vídeos também estão disponíveis nas demais redes sociais, como no Facebook. É por lá que os Griots têm realizado suas lives, outra novidade implantada na quarentena.
Voluntários se revezam ao vivo contando histórias, causos e brincadeiras, para todas as idades.
SERVIÇO
Acompanhe o trabalho:
Pelo site: www.griots.org.br
Pelo Facebook: @AssociacaoGriots
Pelo Instagram: @griotsong
Pelo YouTube: Griots: Os Contadores de História
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