Em São Paulo, projeto reforma casa e realiza acessibilidade para jovem com deficiência

a primeira casa escolhida por meio desta parceria é da jovem de 18 anos, Geovana da Silva Barbosa, moradora de Santana de Parnaíba, município de São Paulo.
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Um dos principais desafios das pessoas com deficiência é estar em ambientes que sejam acessíveis e que possam proporcionar mais conforto ao precisarem se locomover. E muitos que vivem em situação de vulnerabilidade encontram dificuldades em suas residências por não terem as adaptações devidas. Pensando nisso, o   Instituto MPD, organização sem fins lucrativos criado pela construtora MPD Engenharia para executar ações de responsabilidade social e ambiental, por meio do programa Ações Comunitárias firmou uma parceria com o projeto João de Barro, da Associação Beneficente Comunidade de Amor Rainha da Paz, uma Organização da Sociedade Civil (OSC), que reabilita pessoas com deficiência, apoiando e orientando suas famílias.

O objetivo da ação é realizar melhorias nas residências das crianças que são atendidas pela Rainha da Paz, proporcionando segurança, acessibilidade e mais condições de higiene e saneamento. A ONG realiza visitas periódicas nas casas das famílias e aquelas que apresentam menos conforto e comodidade passam por avaliações, onde é verificado quais as readequações que precisam ser executadas. E após as análises, é escolhida a residência que precisa com mais urgência passar pela reforma.

Diante disso, a primeira casa escolhida por meio desta parceria é da jovem de 18 anos, Geovana da Silva Barbosa, moradora de Santana de Parnaíba, município de São Paulo. A adolescente que possui toxoplasmose congênita, paralisia cerebral e deficiência visual desde o seu nascimento encontra dificuldades de locomoção no local onde mora e, por isso, serão realizadas diversas adaptações e melhorias em sua casa para atender melhor às suas necessidades do dia a dia.

Todo o processo de reforma é feito e acompanhado por arquitetos, engenheiros, entre outros colaboradores da MPD Engenharia e voluntários do Instituto MPD. São eles que criam e desenvolvem o projeto e verificam as intervenções e readequações que precisam ser feitas no imóvel atendendo as necessidades e limitações.

No banheiro será proporcionado para a jovem e sua família melhores condições de higiene e serão realizadas as seguintes adaptações: esquadrar e revestir as paredes, rebocar o teto, troca de piso, troca da fiação, porta e basculante, pequena intervenção na parede da porta, troca de chuveiro e iluminação, pintura do teto, gabinete de pia, doação de itens de decoração, toalhas, lixeiras, porta toalha, entre outros. Além disso, Geovana compartilha o mesmo quarto com outros familiares, portanto o objetivo é transformar esse ambiente em um local aconchegante com a preparação da pintura das paredes, troca de piso, contrapiso e janela, troca da parte elétrica e também pintura de teto, doação de lençol, cobertores, camas e guarda-roupas.

O outro cômodo que precisará de reforma é a cozinha. Neste local o  foco é segurança e higiene. Aqui será realizada as mesmas intervenções que as do quarto e também será trocado os utensílios da cozinha, como escorredor de louças, copos, talheres, panelas, mesa, armários e eletrodomésticos.

“Estou muito feliz pela minha filha ter sido beneficiada com tudo isso. Somos gratas por tudo que ela receberá e tenho certeza que todas essas mudanças irão melhorar a sua locomoção e dar mais conforto e qualidade de vida para ela”, afirma Edneia Luisa da Silva, mãe da Geovana.

As obras na casa já iniciaram e estão previstas para terminar em junho deste ano. O projeto Ações Comunitárias, do Instituto MPD, pretende proporcionar uma vida melhor para outros beneficiados e projeta realizar mais uma reforma no segundo semestre de 2021.

“Queremos fazer dessas residências um lar seguro e aconchegante, para que as pessoas possam construir suas histórias com dignidade. Tanto as pessoas com deficiência quanto as que estão em situação de vulnerabilidade têm direito à segurança e conforto. O nosso objetivo é continuar proporcionando bem-estar e com o projeto João de Barro ajudar mais famílias”, esclarece Cecília Meyer, presidente do Instituto MPD.

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