Esporte de aventura na natureza e pessoas com deficiência

* Por João Antonio Rufato  

Quando se fala em qualidade de vida e saúde, obrigatoriamente se pensa em atividade física e práticas de lazer. Mas não em qualquer atividade, senão aquela realizada com frequência e que tem impacto no alcance de índices desejáveis para a saúde. As práticas dessas atividades devem ser orientadas por profissionais capacitados e qualificados para a função. Sua prescrição vai de acordo com os objetivos e as características de cada indivíduo.

Uma boa dica é buscar uma prática que lhe proporcione momentos prazerosos, de satisfação e bem-estar, inclusive nas escolhas do lazer. Dentro de tantas possibilidades que estão postas, o esporte de aventura na natureza é uma que vem crescendo de forma significativa nas últimas décadas, tanto em número de adeptos como em estrutura para a sua prática. 

A rotina estressante e atribulada dos centros urbanos colaboram para essa fuga aos ambientes naturais em busca de tranquilidade, mudança de ambiente e relação com a natureza, muitas vezes no entorno dos grandes centros. Os esportes de aventura na natureza podem ser realizados no ar, na terra e na água, com estruturas montadas, ou com a natureza bruta, a depender das escolhas que forem feitas. Sabemos que a superação de limites, desafios, relaxamento e prazer são garantidos nessas práticas.

As atividades são sempre indicadas para realização em grupos, prezando pelas condições de segurança, fator que se consolida com a companhia de pessoas experientes na atividade e equipamentos de segurança adequados.

Importante notar nessas práticas de aventura na natureza, uma crescente participação de pessoas com deficiência, o que tem oportunizado a esse público possibilidades bem interessantes de vivências e experimentações. Algumas ações são desenvolvidas para o melhor atendimento com qualidade a essa parcela da população.

Em 2009, o governo federal reconheceu o Turismo de Aventura Especial como novo segmento e criou o site Guia Turismo Acessível, um espaço colaborativo onde você pode avaliar e consultar a acessibilidade de pontos turísticos, hotéis, restaurantes, parques e atrações diversas. No Brasil, segundo dados do IBGE, temos aproximadamente 24,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência ou incapacidade, o que representa quase 15% da população total.

Nada mais coerente que as práticas corporais de forma geral, tanto o lazer quanto o esporte, ampliem e aprofundem suas possibilidades de acesso e participação. Felizmente, temos visto que o Brasil tem avançado em relação a proporcionar vivência práticas, experimentações e treinamentos nas diversas modalidades para pessoas portadoras de deficiência.

João Antonio Rufato é professor da área de Linguagem Cultural e Corporal, nos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.

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