Estudantes da UFPB criam sistema de automação residencial para deficientes visuais e auditivos

Ilustração
Por meio da aplicação, é possível ligar e desligar lâmpadas, verificar se a lâmpada de um cômodo está acesa ou apagada ou se as portas e janelas estão fechadas ou abertas. Crédito: Universal Automação

Os estudantes do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Fernando de Oliveira Neto, Fernando Frazao, Lucas Fernandes e Rubens Lima, sob a supervisão do professor Euler Macedo, criaram um sistema de automação residencial para deficientes visuais e auditivos.

O sistema foi executado por meio do protótipo de dois aplicativos: um para deficientes visuais e o outro para deficientes auditivos Os dois aplicativos possuem as mesmas funções. A diferença entre eles é que um funciona por comandos de voz e o análogo com base em uma linguagem visual, por meio de ícones gráficos e textos.

Por meio do app, o deficiente visual tem a possibilidade de ligar e desligar as lâmpadas de sua casa, verificar se a lâmpada de um cômodo está acesa ou apagada ou se as portas e janelas estão fechadas ou abertas. O usuário também é informado quando alguém toca a campainha.

Outra atratividade do aplicativo é que ele conta com um sistema de segurança que protege o usuário contra possíveis situações de risco, tais como vazamento de gás ou janelas abertas durante uma pancada de chuva, através de notificação.

Já o app para deficientes auditivos possui ícones que representam lâmpadas, porta principal, janelas dos cômodos, indicação de incêndio e de chuva. O objetivo desses ícones é auxiliar os usuários no dia a dia, já que a maioria deles é analfabeto devido à limitação auditiva. Por isso, geralmente não conseguem ler mensagens textuais.

Se o deficiente auditivo desejar acender a lâmpada de determinado cômodo, basta pressionar o ícone do comando. Isso também vale para se ele quiser apagá-la. Com o app aberto, o deficiente auditivo pode fazer o monitoramento das portas e janelas da sua casa, a fim de observar se estão fechadas ou abertas. Se uma porta ou janela estiver aberta, aparecerá uma indicação no aplicativo.

 “O objeto desta solicitação de patente de invenção consiste em oferecer aos deficientes visuais e auditivos plenas condições para viverem sozinhos e com autonomia na realização de suas atividades cotidianas”, afirma Euler Macedo, orientador da inovação.

Segundo o professor da UFPB, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o número de deficientes visuais no mundo, somado à quantidade de deficientes auditivos, é superior a 80 milhões. A partir dessa estimativa, Euler Macedo explica que é crescente o interesse das indústrias em produzir bens de consumo para esse público específico.

“Os chamados produtos de tecnologia assistiva são definidos como uma ampla gama de equipamentos, serviços, estratégias e práticas concebidas e aplicadas para minorar os problemas funcionais encontrados pelos indivíduos com deficiências”.

De acordo com o docente, agora, o ideal seria ter empresas startups formadas pelos próprios alunos para colocar a ideia no mercado e, a partir daí, criar esse tipo de atendimento a pessoas com deficiência visual e/ou auditiva.

O sistema foi desenvolvido a partir dos recursos captados em edital especifico para feiras e mostras cientificas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entidade ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para incentivo à pesquisa no Brasil.

“Começamos a desenvolver a patente na IV Feira de Engenharia Elétrica da UFPB, em 2017. Pretendemos realizar a quinta edição do evento no primeiro semestre de 2021”, adianta Euler Macedo. 

Fonte: Ascom/UFPB

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