Estudo da UFSCar analisa relação entre adaptação das mães à deficiência dos filhos e o impacto no seu desempenho ocupacional

mãe de pessoa com deficiência

Uma pesquisa de mestrado desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Terapia Ocupacional (PPGTO) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está convidando voluntárias para estudo que pretende verificar e analisar a relação existente entre adaptação à deficiência e desempenho ocupacional de mães com filhos que tenham algum tipo de deficiência. A pesquisa é realizada pela mestranda Roberta Giampa Roiz, sob orientação de Mirela de Oliveira Figueiredo, docente do Departamento de Terapia Ocupacional (DTO) da Universidade.

De acordo com Roberta Roiz, o estudo vai “identificar possíveis necessidades e dificuldades que as mães possam estar enfrentando para aceitarem e se adaptarem à deficiência, assim como para concretizarem e desempenharem suas ocupações”. A mestranda relata que, após a análise de dados levantados pela pesquisa – e caso for identificada alguma necessidade e/ou dificuldade, assim como algum prejuízo para desempenhar as suas ocupações – as participantes receberão orientações da pesquisadora, bem como encaminhamentos para os serviços de atendimento no município.

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O estudo vai utilizar a Escala Parental de Adaptação à Deficiência (Epad), que foi desenvolvida por Vitor Franco, psicólogo português e especialista em Intervenção Precoce, Psicopatologia do Desenvolvimento e Psicoterapia Psicodinâmica de Crianças, em virtude da necessidade de um instrumento que identifique em qual momento do seu processo de desenvolvimento e adaptação à deficiência se encontram os pais. “Tal instrumento está sendo aplicado pela primeira vez no Brasil para aferir a adaptação das mães à deficiência do filho e consequente impacto em seu desempenho ocupacional”, relata Roiz.

Para realizar a pesquisa, estão sendo convidadas mães de crianças com até 12 anos e com diagnóstico de alguma deficiência ou múltiplas deficiências, tais como física, visual, auditiva e/ou intelectual, ou com transtorno mental, ou ainda com transtornos invasivos do desenvolvimento. É preciso ter laudo diagnóstico que comprove a deficiência e/ou transtorno. As voluntárias participarão de entrevistas virtuais, com duração aproximada de uma hora, em que elas irão responder a três instrumentos voltados para identificar a adaptação e o desempenho ocupacional.

As interessadas em participar da pesquisa devem entrar em contato com a pesquisadora Roberta Roiz até o dia 20 de fevereiro pelo WhatsApp (16) 99306 -7765. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 33549720.6.0000.5504).

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