Existe relação entre Síndrome de Down e perda auditiva?

Muitas crianças e adultos com síndrome de Down têm problemas de audição. Segundo as Diretrizes de atenção à pessoa com Síndrome de Down do Ministério da Saúde, cerca de 75 % das pessoas com a trissomia 21 sofrem perda auditiva ao longo da vida. Isso acontece porque as pessoas com esta síndrome podem apresentar alterações auditivas e otológicas, na deglutição, na fala, na linguagem e também distúrbios do sono.

Crianças com Síndrome de Down precisam ter a audição testada regularmente. Todos os bebês recém-nascidos devem ser checados para descobrir se têm um problema de audição, o famoso Teste da Orelhinha. Entretanto os testes de rotina em recém-nascidos não identificam fluido no ouvido, que eles podem vir a desenvolver mais tarde e é bastante comum em pessoas com a síndrome.

A estrutura anatômica do ouvido das crianças com Síndrome de Down tem características que podem torná-las predispostas a ter perda de audição. São mais propensos à perda auditiva condutiva secundária, ao impacto do cerume e as patologias do ouvido médio que incluem: secreção no ouvido médio, otite média aguda e perfurações do tímpano2. Por isso é importante realizar nelas um monitoramento para identificar uma possível perda auditiva e obter um diagnóstico a tempo, se for o caso.

As pessoas com a Síndrome de Down também podem desenvolver surdez do nervo auditivo, quando envelhecem. Ocasionalmente também pode ocorrer em bebês e crianças pequenas, porém, torna-se mais comum entre a adolescência e a vida adulta. Por isso, é fundamental que as pessoas com Síndrome de Down tenham a audição verificada ao longo do tempo, já que a deficiência auditiva pode afetar o seu dia a dia e desenvolvimento.

 

Prevenção e Tratamento

Estima-se que, a cada 700 nascimentos, 1 bebê tenha a condição. As chances aumentam à medida que a mãe envelhece, sendo um dos maiores fatores de risco a gravidez acima dos 35 anos de idade. No Brasil, há cerca de 270 mil pessoas com Síndrome de Down. É a condição genética e forma de deficiência intelectual mais comum no mundo.