Fundação Dorina Nowill para Cegos quer mapear novas oportunidades profissionalizantes para pessoas com deficiência visual

cego com telefone

O mundo do trabalho passa por constantes mudanças e está cada vez mais exigente. E a pandemia de Covid-19 ainda trouxe uma nova forma de lidar com os modelos tradicionais de emprego, que começam a dar espaço para conceitos mais atuais, como a cultura do home office.

Frente a todas essas transformações da sociedade, tecnologia e organizações do amanhã, a Fundação Dorina Nowill para Cegos, que atua há 74 anos para promover a inclusão e autonomia de pessoas com deficiência visual, vê a necessidade de se antecipar e se adequar para seguir no apoio à autonomia financeira de pessoas cegas e com baixa visão. 
Por isso, preparou uma breve pesquisa para identificar novas oportunidades de atuação, a fim de preparar esses profissionais para os modelos de relações de trabalho pós pandemia, com a expectativa de responder às demandas desta era digital. “A conquista de um emprego é extremamente importante para a independência das pessoas e acompanhar as exigências do mercado é fundamental para garantir esse direito. Com isso, estamos dando continuidade ao legado de Dona Dorina, também no pilar da empregabilidade de pessoas com deficiência visual”, afirma Kely Magalhães, gerente do atendimento especializado da Fundação.

Até o dia 31 de agosto, pessoas com deficiência visual podem participar e colaborar para a criação de uma nova grade de cursos livres de qualificação profissional oferecidos pela Fundação. Eles serão gratuitos e atenderão diretamente as necessidades desse público. O formulário da pesquisa está disponível em fdnc.org/pesquisa de cursos.

“O mundo do trabalho está exigindo novas competências e habilidades dos profissionais. O nosso papel, como defensores da empregabilidade das pessoas com deficiência visual, é fornecer os recursos para que elas estejam preparadas e se sintam confiantes para os desafios que virão”, enfatiza Edson Defendi, coordenador da área de Empregabilidade da Fundação Dorina.

Vale ressaltar que, em 2019, a Fundação formou 14 turmas nas áreas de informática, massoterapia, atendimento ao cliente, empreendedorismo, práticas administrativas e orientação vocacional. Ao todo, 102 pessoas foram qualificadas e 116 foram inseridas no mercado de trabalho.