Governo faz Consulta Pública sobre a inclusão de tratamento para Esclerose Múltipla Gratuito

Até o dia 9 de maio, a CONITEC — Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias — recebe contribuições na Consulta Pública Nº 23/2022 para a inclusão no sistema público de saúde de um novo tratamento para esclerose múltipla.

A substância CLADRIBINA é indicada para o tratamento oral de curta duração e com efeito por longo prazo em pacientes adultos com esclerose múltipla remitente recorrente altamente ativa. 

Qualquer cidadão acima de 18 anos pode contribuir, acessando o site da CONITEC, procurando pela CONSULTA PÚBLICA DE NÚMERO 23/2022 e seguindo as orientações da tela, dando sua opinião sobre a inclusão da CLADRIBINA na lista de medicamentos disponibilizados pelo SUS.

A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica autoimune, potencialmente incapacitante, que apresenta maior incidência em adultos jovens, em sua maioria, mulheres com idades entre 20 e 40 anos.

Estima-se que aproximadamente 2,8 milhões de pessoas em todo o mundo tenham a doença.

No Brasil, a estimativa é de que haja 35 mil pacientes com a doença e acredita-se que exista ainda uma boa parcela de pessoas subdiagnosticadas. 

Alguns dos sintomas relatados pelos pacientes incluem cansaço e fraqueza muscular. Dificuldades para andar, alteração na sensibilidade, como formigamento e dormência, confusão mental e perda gradativa de visão são alguns dos outros sintomas diversos que os pacientes enfrentam.

Sobre CLADRIBINA

MAVENCLAD® – – ou CLADRIBINA – é primeiro tratamento oral de curta duração que age com ação seletiva sobre os linfócitos B e T, seguidos de um padrão definido de reconstituição das células de defesa sem supressão contínua do sistema imunológico.

Estudos recentes reforçaram a eficácia sustentada após 9–15 anos de acompanhamento de pacientes do programa de desenvolvimento clínico de CLADRIBINA oral. No acompanhamento de 435 pacientes, 90% não precisaram de cadeira de rodas, 81,2% não necessitaram de qualquer apoio para caminhar e 55,8% não precisaram fazer uso de nenhum outro medicamento para Esclerose Múltipla.

Novos dados divulgados nesse mês demonstraram que a CLADRIBINA apresentou maior diminuição de surtos e menos tempo para transição para outra terapia modificadora da doença.