Grandes recordes e superação: paratletas abrem detalhes inspiradores de suas trajetórias

Danielle Nobile, primeira mulher cadeirante triatleta do País, acumula muitos recordes na sua trajetória de maratonas (Fabio Piva/Red Bull Content Pool)

Seja praticante de exercícios simples ou de alto rendimento, individual ou coletivo, diário ou de vez em quando, cada pessoa possui uma ligação com o esporte. Fonte de grandes histórias de superação, ele também é capaz de mostrar que não há limites para quem deseja alcançar um sonho ou apenas mudar a rotina. E, no Dia do Esportista, celebrado nesta sexta-feira (19), três brasileiros inspiradores são exemplos de como essa prática pode transformar vidas.

Corredora, Danielle Nobile participou de diversas provas de rua, mas viu a sua vida mudar após sofrer um grave acidente de carro e ficar tetraplégica.

O que poderia ser o fim de uma carreira no esporte, representou um recomeço. Com muita dedicação, força de vontade e apoio, Danielle foi readquirindo parcialmente os movimentos dos membros superiores e se tornou a primeira mulher cadeirante triatleta do Brasil e a desafiar os limites do Meio Ironman, além de ter sido vencedora da primeira edição da Wings For Life World Run, em 2014, corrida de rua global que reverte todo o valor das inscrições para pesquisas em prol da cura da lesão na medula espinhal.

“Devo minha vida à corrida, pois ela faz parte de quem eu sou. Por isso, sempre oriento a quem quer começar, que comece logo e não espere o cenário perfeito para isso. Não precisa ter o melhor tênis, melhor bike ou prancha. Para todo esporte, é necessário preparo cardiorrespiratório. Então, comece dando umas voltas no quarteirão, na cadeira de rodas do dia a dia ou com o tênis que você deixou empoeirando no armário. Experimente vários esportes e descubra o que gosta. Comece devagar, mas comece!”, afirma a atleta.

Natural de São Bernardo do Campo (SP) e presença assídua nas edições da Wings For Life World Run, Diego Coelho também sofreu acidente de carro e perdeu o movimento dos membros inferiores. No começo, teve dificuldades, beirou a obesidade, mas encontrou no esporte a mudança de vida. Quatro vezes classificado para representar o Brasil no maior torneio de Crossfit adaptado do mundo, ele motiva diversas pessoas com sua determinação e incentiva a prática de exercícios físicos.

“Após o acidente, aprendi a valorizar as coisas mais simples e encontrei uma maneira que eu não imaginava de ajudar as pessoas, motivando-as a saírem do sedentarismo. O esporte pode trazer uma liberdade inimaginável e levar a lugares maravilhosos que você nunca imaginou alcançar. Por isso, digo para as pessoas não adiarem algo que pode começar hoje. E incentivo a prática de algum esporte para ser mais saudável, ter mais disposição para brincar com os filhos ou simplesmente para se cuidar”, conta Diego.

Já Paula Ferrari encontrou uma grande motivação na bicicleta, após sofrer mielite, que ocasionou uma lesão medular incompleta. Apesar de se deparar com dificuldades de acesso e mobilidade no transporte de sua handbike, o pontapé inicial aconteceu quando a atleta decidiu realizar um trajeto de 320 km pelo Caminho da Fé.

“Eu apenas decidi que faria, sem pensar em mais nada e sem imaginar a dificuldade que me esperava. Comecei a treinar diariamente e, em nove dias, realizamos o percurso. Contei com o apoio de dez ciclistas que hoje são parceiros para a vida. Desde então, continuamos a nos encontrar e participamos do XTerra, Ourobiker e 6ª Romaria de Estiva a Aparecida, onde realizamos cerca de 170 km em 1 dia e meio de pedal”, relata Paula.

Para ficar de olho no dia a dia dos atletas, vale também acompanhar suas contas no Instagram: @daniellenobile, @coelhod, @cadeirantenocaminho.

Foto: Marcelo Maragni for Wings for Life World Run

 

Sobre a Wings for Life World Run

Em um dia do ano, a prova acontece simultaneamente em diferentes países ao redor do mundo, com todos correndo na mesma hora, não importa se é dia ou noite, e sempre pelo mesmo objetivo – arrecadar fundos para a Fundação Wings for Life, que reverte todo o valor da prova em pesquisas que buscam a cura da lesão medular.

Com seu formato único, os participantes correm o quanto conseguirem até serem ultrapassados pela linha de chegada móvel, o “Carro Perseguidor”, que larga 30 minutos depois dos competidores e vai aumentando de velocidade gradativamente. Em 2021, a prova acontece de forma digital por meio do aplicativo da corrida, com largada oficial em 9 de maio, às 8h (horário de Brasília).

Para saber mais, acesse: https://www.wingsforlifeworldrun.com/pt-br/locations/app .

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