GRUPO DE PRÓTESES IMPLANTÁVEIS HC-FMUSP CELEBRA O DIA INTERNACIONAL DO IMPLANTE COCLEAR COM O ÚLTIMO MUTIRÃO DE CIRURGIAS

Dia 25 de fevereiro, Dia Internacional do Implante Coclear, ganhará uma comemoração diferente para o Grupo de Próteses Implantáveis HC-FMUSP. A equipe realizará, no dia 6 de março, o último mutirão de cirurgias iniciado em dezembro de 2020, com o apoio da Secretaria Estadual de Saúde. Serão mais de 2.600 implantados do Brasil todo que voltaram a ouvir – ou iniciaram o seu caminho à audição!

“Nossa comemoração será in loco, operando voluntariamente e auxiliando quem precisa entrar no mundo dos sons!”, diz Prof. Dr. Ricardo Ferreira Bento, titular da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e presidente do Grupo de Próteses Implantáveis HC-FMUSP.

O grupo, que já ultrapassou o número de 2.600 cirurgias de implante coclear, é, atualmente, uma das equipes com o maior número de implantados do País e com reconhecimento mundial. “Iniciamos em 1989 produzindo o nosso próprio implante coclear porque não havia importação no Brasil. E, de lá para cá, temos visto nosso grupo crescer e atender um número maior de pacientes e seus familiares, auxiliando na questão da aceitação da surdez através de nossos psicólogos, aprendizado em escolas regulares e especiais com apoio das nossas fonoaudiólogas aos professores e professoras e sempre, usando toda a nossa equipe multidisciplinar para crescer com as novas vivências. Um trabalho de aprendizado diário”, continua ele.

Ouvido biônico

O implante coclear – ou o popular ouvido biônico – surgiu como ideia em 1930 e somente em 1957, Djourno e Eyries descreveram pela primeira vez os efeitos de estimulação auditiva em paciente submetido à cirurgia do nervo facial. “No Brasil, a cirurgia de implante coclear começou em 1977 e tornou-se cirurgia de alta complexidade do SUS – Sistema Único de Saúde – por uma portaria assinada pelo então Ministro da Saúde, José Serra, nos anos 1999. Nossa equipe, atualmente, ministra cursos na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo para formar novos grupos de alta complexidade de implante coclear com profissionais da saúde do Brasil todo e várias técnicas cirúrgicas desenvolvidas em nosso grupo são usadas no mundo todo”, diz o professor.

Com a pandemia do novo coronavírus, houve um represamento das cirurgias de implante coclear e, desde dezembro de 2020, o Grupo de Próteses Implantáveis HC-FMUSP conseguiu diminuir a fila de pacientes que esperavam a cirurgia. “A nossa grande preocupação é com os pacientes bebês que precisam ser implantados até os três anos de idade. Isso para desenvolverem cognição e se comunicarem com seus familiares normalmente, além de ampliarem seus horizontes na vida profissional. Isso, sem falar dos pacientes que perderam a audição e precisam recomeçar a ouvir para continuarem com as suas atividades profissionais e não sofrerem com a solidão que a surdez pode provocar.”, explica a fonoaudióloga Valéria Goffi, coordenadora da equipe de fonoaudiólogas da equipe.

São 120 milhões de deficientes auditivos no mundo todo, ou seja 2,2% da população mundial. No Brasil, 10,7 milhões sofrem de algum tipo de deficiência auditiva. E o Grupo de Próteses Implantáveis HC-FMUSP está fazendo sua parte para diminuir esse número. “Nossa comemoração relacionada ao Dia Internacional do Implante Coclear será com alguns dias de atraso, mas com cirurgias que farão toda a diferença a quem as próteses auditivas convencionais não conseguem ajudar. Esperamos que, mesmo com essa nova cepa do coronavírus, possamos continuar a operar e trazer mais pacientes ao mundo dos sons”, finaliza Prof. Dr. Ricardo Ferreira Bento.

O Grupo de Próteses Implantáveis HC-FMUSP tem o site www.implantecoclear.org.br e edita as revistas A Turma do Bentinho e Ouvir Bem para auxiliar pais e familiares a entenderem as necessidades dos implantados.

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