Guias promovem a inclusão de crianças e adolescentes com nanismo

A última segunda-feira (25) foi marcada pelo Dia Nacional de Combate ao Preconceito contra pessoas com Nanismo. Entre as ações promovidas pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) sobre o tema, esteve o lançamento de cinco guias para apoiar estados e municípios na inclusão de crianças e adolescentes com este tipo de deficiência. A apresentação do material foi feita durante reunião com representantes nacionais do grupo “Somos Todos Gigantes”, na sede da Pasta.

Acesse os guias através do link

www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/crianca-e-adolescente/acoes-e-programas/promocao-de-direitos-de-criancas-e-adolescentes-com-acondroplasia-ou-nanismo

Segundo a ministra Damares Alves, a iniciativa busca, além de mobilizar toda a sociedade sobre a importância de se combater o preconceito, proteger os direitos das pessoas com nanismo. “As pessoas com nanismo também têm direitos e merecem respeito, especialmente crianças e adolescentes que são grandes vítimas de preconceito. O Governo Federal atua para contemplar essa situação e permitir que as pessoas possam se desenvolver. Esta é uma entrega poderosa. Além disso, trazemos o assunto para ser discutido por todas as esferas e fortalecemos as famílias”, completou.

Juliana Lopes é mãe de Gabriel, 14 anos, que tem nanismo. Ela faz parte da organização Somos Todos Gigantes e agradeceu o olhar do Governo Federal para as pessoas com deficiência. “Estou muito emocionada por causa deste momento. Essa entrega muda completamente o panorama do nanismo no Brasil. Este documento dá base às nossas conquistas que teremos daqui para frente”, afirmou.

Áreas de abordagem

Os guias estão divididos em cinco temas: Ambientes acessíveis e a pessoa com nanismo; Diagnóstico no SUS e primeiros cuidados numa perspectiva multiprofissional; Educação da pessoa com nanismo e tecnologia assistiva; Pessoas com nanismo e seus direitos; e, Pessoas com nanismo, atendimento no Sistema Único de Saúde e suas entidades representativas.

As orientações são resultado de uma parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). O material informativo aborda intervenções multidisciplinares voltadas à área da saúde, da educação, inclusão social, acessibilidade, tecnologia assistiva e direitos para a promoção de crianças e adolescentes com acondroplasia ou Nanismo.

“É uma ferramenta para fomentar a igualdade e a não discriminação tão recorrente nas pessoas com nanismo. Chamamos a atenção para a inclusão e prestação de auxílio às famílias”, disse o titular da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD/MMFDH), Cláudio Panoeiro. “O que fizemos nesta tarde é uma posição do governo brasileiro. Sim à vida e sim aos direitos”, reforçou.

Já a secretária nacional adjunta dos direitos da criança e do adolescente, Fernanda Monteiro, apontou que, por meio do conteúdo, será possível fortalecer o público infanto juvenil. “É uma forma também de potencializar as competências das crianças como meio de fortalecê-las, principal forma de se fomentar a aceitação, além de prevenir e combater o bullying, ao capacitar a rede de promoção e garantias dos direitos das crianças e adolescentes e toda a sociedade quanto à melhor maneira de se abordar a diferença, permitindo assim, a transformação social”, disse.

A secretária nacional de política para as mulheres, Cristiane Britto, e a secretária nacional de proteção global, Mariana Neris, também participaram da reunião. A vereadora do Município de Guarani (MG), Roberta Vieira, que tem nanismo, acompanhou o encontro por meio de videoconferência.

O MMFDH ainda vai promover uma campanha nas redes sociais pelo enfrentamento do preconceito contra crianças com nanismo.