Halterofilismo feminino brasileiro brigará por medalha inédita nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020

Mariana D'Andrea é a atual líder do ranking mundial em sua categoria, até 73kg
Taiana Lopes/CPB

O halterofilismo brasileiro será representado por sete atletas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, sendo três mulheres. Este é o maior número de mulheres que o Brasil já classificou diretamente para uma edição dos Jogos.

Os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 são um marco mundial para a modalidade, pela primeira vez o número por gênero de atletas participantes é equiparado, 90 cada.

As representantes brasileiras no halterofilismo são: Lara Lima (categoria até 41kg), Mariana D’Andrea (até 73kg) e Tayana Medeiros (até 86kg). As três obtiveram a vaga via ranking mundial, feito inédito para o Brasil.

A paulista Mariana é a líder do ranking mundial em sua categoria e por isso, a grande favorita da equipe brasileira a levar para casa a medalha dourada. Mas a disputa promete ser intensa, isso porque a atleta chinesa Lili Xu possui a mesma marca registrada, 135kg. A brasileira aparece em primeiro devido ao critério de desempate da modalidade: a atleta com o menor peso corporal vence.

O primeiro dia de disputas da modalidade será 26 de agosto e o Brasil terá dois representantes: Lara Lima, de 18 anos, na categoria até 41kg feminina e o paulista Bruno Carra (até 54kg). Já no dia 29, Mariana executará suas três pedidas em busca da medalha paralímpica inédita para o feminino. O baiano Evânio Rodrigues (até 88kg), prata nos Jogos Rio 2016, também competirá. No dia 30 será a vez da carioca Tayana Medeiros (até 86kg).

Um esporte tido como masculino e que causa uma certa preocupação estética inicialmente nas mulheres que o praticam de acordo com Valdeci Lopes, um dos técnicos da Seleção Brasileira. “Principalmente quando é júnior, elas falam que não querem ficar musculosas, com braço e ombro grandes quando começam a praticar o halterofilismo porque fica feio. Mas depois que os braços ficam fortes e elas ganham destaque esportivo nacional, internacional, isso fica de lado”.

“Além do amadurecimento das atletas, elas percebem que os biotipos são diferentes, mesmo no levantamento de peso. Você pode ter força e não ter musculatura tão aparente”, complementa Carlos da Silva, também técnico da Seleção.

Por ser um esporte de força, as variações hormonais das mulheres precisam ser observadas de perto. “Os hormônios influenciam, mas cada atleta tem um jeito, uma reação diferente a essas variações. A gente precisa conhecer a atleta, observar e ajustar o treino de acordo com o período em que ela está”, conclui Valdeci que é também o técnico da Mariana em Itu.

Todos os atletas do halterofilismo convocados para os Jogos de Tóquio são oriundos de um dos Centros de Referência, projeto idealizado pelo CPB que tem como objetivo levar a iniciação esportiva e o alto rendimento às cidades brasileiras de diversos estados para promover ações e parcerias de desenvolvimento do esporte paralímpico nacional.

Os halterofilistas chegaram nesta quinta-feira, 19, no Japão, na Vila Paralímpica. Desde a manhã do dia 7, a equipe estava em Hamamatsu para aclimatação.

Time São Paulo 
Os atletas Mariana D’Andrea e Bruno Carra são integrantes do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 57 atletas de 11 modalidades.

Patrocínio 
O halterofilismo tem patrocínio das Loterias Caixa

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro