Hospital celebra 500 transplantes renais em crianças

O Hospital Samaritano Higienópolis, em SP,  referência em transplantes, celebrou o marco de 500 transplantes renais pediátricos. Um destaque dessa série de transplantes é que um terço das crianças beneficiadas possuíam menos de 15 kg no momento da cirurgia, sendo uma das maiores casuísticas do mundo nessa faixa etária.

Atualmente, o transplante renal pediátrico é a área terapêutica que tem sido responsável por proporcionar maior chance de sobrevivência às crianças. “A maior causa para este tipo de transplante é a malformação do trato urinário e, com isso, a insuficiência renal. Muitas crianças neste cenário entram em hemodiálise e precisam esperar crescer para esta correção e depois transplantar. Como mostrado no estudo, com esta rede de transplante formada em todo o Brasil é possível corrigir o problema do trato urinário de forma mais rápida e, com isso, a criança já está pronta para o transplante”, diz a Dra. Maria Fernanda Carvalho de Camargo, chefe do núcleo de nefrologia e transplantes.

O transplante é o procedimento mais eficaz para o tratamento e reabilitação de pacientes com insuficiência renal crônica. Em crianças, o método se mostra mais eficiente nas situações em que os dois rins juntos funcionam menos de 15% do que os de um indivíduo saudável.

A média de idade mundial para a efetivação do transplante é de 12 anos, com peso entre 35 kg e 40 kg. Já no Samaritano, a média é de nove anos, sendo 33% menos de cinco anos e 5% menos de dois anos. Além disso, as crianças transplantadas na unidade pesam, em média, 28 kg, sendo que 37% têm menos do que 15 kg e 11% menos que 9,5kg.

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O Hospital Samaritano Higienópolis, conta uma equipe multidisciplinar especializada em transplantes renais, com nefrologistas, nefropediatras, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, entre outros profissionais, o hospital possui uma moderna UTI pediátrica. Se tornando pioneiro em nefrologia infantil, além de ser a primeira instituição de saúde privada a contar com uma unidade de hemodiálise específica para essa faixa etária.

Existem duas formas de se tornar um doador, através da doação entre intervivos, ou seja, quando não ocorre nenhum comprometimento à saúde. O indivíduo deve ser juridicamente capaz e ter condição satisfatória de saúde passando por rigorosa investigação clínica, laboratorial e de imagem. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores em vida. Não parentes, somente com autorização judicial. Ou em caso de morte cerebral, onde o doador falecido atinge critérios definidos pela legislação do país e que não tenha sofrido parada cardiorrespiratória. A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico, como qualquer outra cirurgia. A única forma de mostrar interesse em ser um doador quando em morte cerebral é avisar a família da intenção.

 

Certificado inédito de transplante

Em outubro de 2019, o hospital Samaritano Higienópolis conquistou o primeiro e único certificado do mundo de distinção concedido pela Joint Commission International por Transplante de Rim Pediátrico. O projeto tem vocação para preparo, realização e seguimento de transplantes renais em crianças de baixo peso, sendo uma das maiores casuísticas do mundo nessa faixa etária.