Imagem meramente ilustrativa

Você é uma pessoa real ? Sente que está sendo representada nas campanhas comerciais ? Durante muitos anos, as imagens de editoriais de moda e campanhas publicitárias passam antes da veiculação por processo de manipulação digital das imagens, o tão conhecido bordão ‘passar pelo photoshop’, assim ultrapassavam todos os limites de realidade em busca de um padrão de beleza que não existe.

 

Cuidar do corpo e ter atividades físicas são etapas importantes, mas mudar a realidade em busca de aumentar as vendas não é a melhor opção para atingir os consumidores que são pessoas com sentimentos e variações de sonhos.

A discussão sobre a manipulação de fotografias não é nova. Há registros de que na década de 30 as alterações feitas em fotos de atrizes de Hollywood já incomodavam algumas delas. Atualmente, muitos famosos e modelos vão em suas redes sociais reclamarem das alterações de imagens, a insatisfação vem ganhando forças.

Em 2015 na França, foi criada uma lei que a intervenção pode até continuar, desde que leve a informação de que a fotografia foi retocada, porém a lei só começou a ser cumprida em 1º de outubro de 2017. O descumprimento da mesma está sujeita a multa de até 37 mil Euros.

No Brasil, as coisas estão caminhando para que o mesmo aconteça, entretanto não está estipulado nenhum valor, pois ainda estamos falando de um projeto de lei do Senado que altera o código de defesa do consumidor (LEI Nº 8.078/1990) obrigando marcas e publicações a apresentarem tarja com a frase “fotografia retocada”. Ainda em análise na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) e tem como relatora a senadora Ana Amélia do PP/RS.

O autor do projeto é o senador Gladson Cameli do PP/AC, que vai valer para todo tipo de manipulação digital em modelos, mas como toda regra tem sua exceção, os retoques em cabelos e remoção de manchas na pele não entram nessa lei.

A lei está sendo criada como questão de saúde pública uma vez que a busca incansável pelo corpo perfeito atinge inúmeras jovens que seguem essas publicidades como sendo o único padrão de beleza e desenvolvem quadros de anorexia ou bulimia. O culto a magreza excessiva começa a ter uma contagem regressiva para o fim.

NA CTFC, o projeto deve ser votado em caráter terminativo, ou seja, quando aprovado e não recebendo recurso para deliberação em plenário, vai ser encaminhado para avaliação da Câmara dos Deputados. O projeto também está aberto para consulta pública por meio do portal e-Cidadania e é possível opinar no link: www12.senado.leg.br/ecidadania/ visualizacaomateria?id=131543

Com essa lei aprovada, existe uma esperança de aumentar oportunidades de modelos profissionais