INICIATIVA “LAGARTA VIRA PUPA” SE TRANSFORMA EM INSTITUTO DE APOIO PARA PESSOAS COM FAMILIARES COM DEFICIÊNCIA

Instituto

O projeto, que começou como um blog, tornou-se uma rede de informação, trocas e acolhimento para pessoas que convivem com diversos tipos de deficiências, crescendo também nas redes sociais. Hoje, o Lagarta Vira Pupa se consolida como Instituto, uma rede de ativismo envolvida também em leis e políticas públicas.

“O objetivo de abrir o Instituto é conseguir amplificar as ações que eu e algumas mães apoiadoras já fazemos por meio do Lagarta. Desde rodas de conversa para acolhimento, até ajuda individual e os eventos inclusivos. Com embaixadoras pelo país teremos mais braços, e muito mais gente vai poder ser alcançada”, explica a fundadora Andréa Werner.

Instituto Lagarta Vira Pupa tem como papel prover suporte emocional, jurídico e material a famílias de pessoas com deficiência, que são majoritariamente representadas por mães. São executadas ações de mobilização social para promover a inclusão e a acessibilidade, e atuar junto aos governos municipais, estaduais e federais pela garantia e ampliação dos direitos dessas famílias.

O Instituto, atualmente, tem 10 diretoras, sendo nove mães de pessoas com deficiência e duas mulheres com deficiência. A mais recente integrante é a colorista reconhecida internacionalmente Marina Amaral, que foi diagnosticada em 2020 com autismo.

“Desde que recebi o meu diagnóstico, percebi a importância de uma fonte confiável, que divulgue informações sérias, com base científica, para compreender esse universo. Na internet existe um mundo de desinformação. Com isso, entendi também que seria importante usar a minha voz e alcance para apoiar instituições que tratam o tema com a seriedade necessária. Quando surgiu o convite da Andréa Werner – em quem confio de olhos fechados e que faz um trabalho incansável de ativismo e apoio às famílias – não hesitei. Ao lado dela, da Dra. Raquel Del Monde, e das outras mulheres alinhadas pelo mesmo propósito, espero que o Instituto se torne, não apenas uma referência na divulgação de informações que auxiliem no processo de descoberta e entendimento das deficiências, como também uma fonte de apoio emocional e jurídico para quem precisar”, compartilha a artista.

Além disso, fazem parte do Instituto mais de 300 embaixadoras cadastradas pelo país. Elas representam o Lagarta Vira Pupa em comunidades, bairros ou cidades. Sendo uma embaixadora, a pessoa se voluntaria a viabilizar e promover as ações na região onde atua. É um trabalho voluntário e não-remunerado e os participantes têm voz no Instituto, trazendo as demandas da sua região para que ações ainda mais assertivas possam ser feitas.

As ações de mobilização social são os eventos inclusivos (piquenique, festa junina, carnaval, entre outros), que infelizmente estão paralisados pela pandemia. Mas também há mobilização por meio de abaixo-assinado, ações online e contato direto com representantes da política institucional por leis e políticas públicas iniciadas com a criação do Instituto.

As rodas de conversa estão em fase de reativação. Mesmo em ambientes online a atividade, com mães de todo o país, cumpre uma importante etapa de escuta qualificada, com o auxílio de psicólogos e advogados, para orientação comportamental, emocional e jurídica, respectivamente.

Além disso, uma nova atuação entra em vigor. Com a participação das embaixadoras, passa a existir uma busca ativa por famílias de pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade para viabilizar, também, ajuda material nos casos mais críticos.

 

Serviço

Instituto Lagarta Vira Pupa

www.lagartavirapupa.com.br

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