Instituto Humanus lança uma ferramenta para medir o coeficiente de acessibilidade dos ambientes de negócios

Desde sua fundação, a Humanus se consagra por ser uma organização do terceiro setor e de direito privado, especializada no desenvolvimento de soluções para acessibilidade e inclusão, com foco prioritário no universo de indivíduos denominados pelo Instituto de Diversidade Assistiva (DA), que é composto por pessoas com deficiência, com reduções intelectuais, sensoriais, de mobilidade, alta e baixa estaturas, gestantes, acidentados, idosos e obesos.

“Só depois do meu acidente em 2010, que me transformou em uma pessoa com deficiência física motora e me incluiu no grupo da DA, pude perceber detalhadamente que a maioria desta representativa parcela da população não tinha muitas de suas necessidades mínimas atendidas e que o mercado também não estava focado nos seus desejos básicos; certamente havia muito para ser trabalhado”, conclui Rodolfo Sonnewend, presidente do Instituto Humanus.

“Hoje, sou uma pessoa com deficiência física, obeso e estou me aproximando da terceira idade. Meu compromisso e o da nossa entidade, está na construção de um ambiente melhor para a Diversidade Assistiva e, tenho certeza de que temos ainda muitas barreiras culturais, tecnológicas e sociais por vencer”, afirma Sonnewend.

“Uma delas é o cenário de ‘coitadismo’ que essa representativa parcela da população vem recebendo, durante décadas, por parte de muitos conceitos que foram construídos e organizações. Dentro de uma postura disruptiva, nossa entidade enfatiza que os indivíduos da Diversidade Assistiva, seus familiares e amigos são potenciais consumidores, eleitores; enfim cidadãos que geram negócios e, se atendermos suas necessidades e desejos, de forma prioritária e dentro do conceito do Design Universal ou Design para todos, todas as demais pessoas serão beneficiadas naturalmente; tornando o mundo menos complicado e mais inclusivo”, diz Rodolfo.

Ele conta que, no processo de construção deste novo cenário, foram detectados ainda verdadeiros abismos entre os indivíduos da Diversidade Assistiva, nota-se que cada um, especificamente e através de inúmeras representações governamentais e organizacionais, vem lutando de forma isolada por suas deficiências, diferenças e interesses. Além de uma verdadeira “Torre de Babel” que se construiu através de terminologias, conceitos e metodologias, que dificulta ainda mais a estruturação e inclusão desta importante parcela da população junto aos demais membros e representantes das sociedades na qual estão inseridos.

Mas o cenário não é formado apenas de parâmetros negativos, nos últimos anos vem se construindo um constante processo de melhorias com a conscientização e evolução no comprometimento de diversas entidades empresariais, do terceiro setor e governamentais a respeito dos direitos da Diversidade Assistiva; da criação de políticas públicas e processos culturais nas organizações; na estruturação de diversos ambientes inclusivos e do comprometimento de uma parcela importante dos formadores de opinião e empresários na promoção dos direitos das pessoas da Diversidade Assistiva.

“No cenário da Humanus, vale ressaltar ainda que as pesquisas e estudos sobre a Diversidade Assistiva, gerou a necessidade de se criar uma estrutura que fosse capaz de se relacionar com as entidades, empresas, cidadãos e o governo. Então, em 2017, fundamos o Instituto Humanus e também criamos o conceito de Gestão Assistiva, que consiste em uma abordagem mercadológica, social e humanística através de um conjunto de novas práticas que visam estruturar uma variedade de soluções em administração de negócios, relacionamento entre pessoas, estruturas operacionais e legais com o objetivo de aprimorar metas definidas de acessibilidade e inclusão junto à sociedade”, conta o presidente do Instituto.

“Através da Gestão Assistiva, estamos desenvolvendo processos de acessibilidade com foco no Design Universal em diferenciadas áreas, como: Arquitetura, Marketing, Comunicação, Tecnologia, Direito, Psicologia, Saúde, Educação, entre outras… E, para comunicar e disponibilizar tudo isto para a sociedade, estamos lançando o novo e inclusivo site do Instituto Humanus – www.institutohumanus.org.br – lá, além de inovadores conceitos, o internauta encontrará uma ferramenta capaz de medir o Grau de Acessibilidade de sua estrutura de negócios, através do Coeficiente de Acessibilidade que é o resultado de uma equação que integra vários componentes do processo de Gestão Assistiva. Este cálculo preliminar leva em consideração o Coeficiente de Acessibilidade dos sites dos internautas, bem como um conjunto de perguntas sobre as ações e estratégias de gestão em suas empresas e se as mesmas estão em conformidade com os parâmetros legais e mercadológicos adotados no Brasil”, afirma.

Para tanto, o Instituto Humanus analisa sua estrutura de forma legal, mercadológica, recursos humanos e social. “Experimente, teste já o grau de acessibilidade de sua empresa e descubra o seu coeficiente e quanto isto irá melhorar ainda mais os seus negócios e relacionamentos com esta importante parcela da população”, conclui Rodolfo.