Instituto Jô Clemente faz alerta para a importância do tratamento de doenças detectadas no Teste do Pezinho

Com a ampliação do Teste do Pezinho na rede pública da cidade de São Paulo, por meio de parceria com a Secretaria de Saúde da Prefeitura do município, o Instituto Jô Clemente, antiga Apae de São Paulo, está fazendo um alerta para que os pais ou responsáveis pelos bebês e crianças com diagnósticos positivos sigam as orientações médicas e acompanhem os filhos nos tratamentos nos centros de referência indicados para cada uma das doenças detectadas.

Desde 14 de dezembro de 2020, os bebês nascidos nos hospitais e maternidades da rede municipal da capital paulista contam com o Teste do Pezinho Ampliado, que antes contemplava o diagnóstico de apenas seis doenças e agora está, gradativamente, incorporando a análise e detecção de até 50 doenças. Com isso, o município está adequando o sistema de saúde para atender os casos de diagnósticos positivos, a fim de assegurar o tratamento adequado e evitar sequelas nos bebês.

O Instituto Jô Clemente, que implementou o Teste do Pezinho no Brasil em 1976, é um centro de referência em três doenças detectadas na Triagem Neonatal que podem provocar a deficiência intelectual e outras sequelas se não tratadas corretamente: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito e Deficiência de Biotinidase. Para acompanhar os bebês com diagnóstico confirmado, a Organização dispõe do Ambulatório de Triagem Neonatal, com endocrinologistas pediátricos, nutricionistas e psicólogos.

“É importante que os pais dos bebês com diagnóstico positivo sigam o tratamento corretamente e compareçam às consultas, seja presencial ou remotamente (por meio da telemedicina)”, afirma Mirella Carneireiro, supervisora do Ambulatório de Triagem Neonatal do Instituto Jô Clemente. “É fundamental o acompanhamento de um especialista para identificar qualquer sinal de atraso no desenvolvimento da criança provocado por uma dessas três doenças. Esse acompanhamento especializado visa promover melhor qualidade de vida à criança”, explica.

Atualmente, o Instituto Jô Clemente é responsável pela realização da triagem de 80% dos bebês nascidos na capital paulista e 67% dos recém-nascidos do Estado de São Paulo, por meio do SUS (293 mil) e de maternidades e hospitais privados (103 mil, sendo 28% de testes ampliados). O Laboratório da Organização já triou, desde 1976, mais de 16,5 milhões de crianças brasileiras. Somente em 2019, foram triados 395.281 bebês na Instituição, totalizando 2.635.283 exames, com 628 registros de diagnósticos positivos para alguma doença.

Quando há alguma alteração no Teste do Pezinho, o Instituto Jô Clemente, por meio do Serviço de Busca Ativa, convoca os pais para uma recoleta no bebê, a fim de confirmar ou eliminar suspeitas de doenças. Após a recoleta, quando ainda há alteração, o bebê é encaminhado ao centro de referência especializado no acompanhamento da doença detectada. “Esse processo é feito muito rapidamente, para que o bebê seja submetido ao tratamento adequado o quanto antes, a fim de evitar o aparecimento de sintomas que podem gerar sérios problemas de saúde. Os pais precisam ter em mente que o Teste do Pezinho foi criado para diagnosticar e prevenir sequelas de doenças graves, além da deficiência intelectual”, completa Mirella”.

O Ambulatório de Triagem Neonatal do Instituto Jô Clemente atende cerca de 5 mil pessoas por ano, totalizando mais de 20 mil consultas.