Instituto Mano Down realiza reuniões para viabilizar passeio mais acessível do Brasil

Avante mano down

O presidente do Instituto Mano Down, Leonardo Gontijo, participou de reuniões com a Comissão Permanente de Acessibilidade de Belo Horizonte, MG, e com a BHTrans para apresentar a proposta de criação do passeio com o conceito mais acessível do país. A proposta faz parte do projeto Avante Mano Down, que prevê a expansão da capacidade de atendimento da instituição social e a criação do primeiro ecossistema de inclusão e inovação social da capital mineira, no bairro Floresta.

A proposta também já foi apresentada para o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência e para diversos representantes do poder público municipal, estadual e federal. Segundo Leonardo Gontijo, o objetivo é somar esforços para validar tecnicamente e viabilizar a proposta do passeio com acessibilidade para todos – pessoas com deficiência física ou intelectual, idosos, pessoas com mobilidade reduzida, entre outros.

“Poderíamos apenas cumprir o que está previsto na legislação, e fazermos a adequação do passeio em frente à nossa nova sede, mas isso não faria o menor sentido. A inclusão perpassa todos os aspectos, por isso a importância de pensarmos nos espaços públicos que sejam acessíveis, ou seja, que garantam o acesso seguro e autônomo para todos. E é inconcebível trabalharmos com esse conceito, sem pensarmos na calçada do ecossistema da inclusão. Quando pensamos na criação desse projeto, entendemos que é necessário criarmos conceitos que sirvam de modelo e possam ser replicados para outros locais, outras capitais. E é isso o que queremos com o passeio mais acessível”, explica.

A ideia do passeio conceito é incluir todos os recursos de acessibilidade ideais para que as pessoas com e sem deficiência possam transitar com segurança e autonomia, entendendo as diversas necessidades e singularidades. De acordo com Leonardo, ainda é preciso criar pequenos exemplos para sinalizar tendência, mas o desejo é que isso não seja necessário, pois uma cidade e sociedade para todos e todas estará na cabeça e nas ações de cada cidadão. “Para isso é necessário mobilizar e envolver as mais diversas partes interessadas, escutar e validar tecnicamente. Contar com o apoio do poder público e de profissionais especializados no assunto”, enfatiza Leonardo Gontijo.

Segundo a arquiteta Juliana Cordeiro, da Insight Arquitetura, que está desenvolvendo o projeto, a proposta prevê que o passeio possibilite o deslocamento de qualquer pessoa de forma segura, garantindo o direito de circulação e se torne uma importante referência a ser seguida. “É um projeto para a cidade. Poderíamos apenas atender as normas e fazer adequação somente do passeio em frente à sede do Instituto, mas a relação da causa é com a cidade, com a sociedade, com o mundo. Por isso, estamos pensando na acessibilidade e na inclusão de uma forma ampla, para todo o ecossistema, criando um modelo para outros locais e trazendo o conceito da calçada ideal, que é aquela que garante o caminhar livre, seguro e confortável a todos os cidadãos. As calçadas com acessibilidade são fundamentais para garantir esse direito, por isso queremos mostrar o quanto são importantes e viáveis para implementação em outros locais.”, explica.

Idealizado pelo Instituto Mano Down, o projeto Avante tem o propósito de expandir em mais de 700% a capacidade de atendimento da instituto – que hoje tem mais de 370 famílias de pessoas com síndrome de Down e outras deficiências participantes; criar o primeiro ecossistema de inclusão e inovação social da capital mineira, com núcleo pedagógico, hub de empreendedorismo social, passeio mais acessível do Brasil, Café Inclusivo com atendimento feito por profissionais com deficiência, e diversas frentes de desenvolvimento – espaço poliesportivo cultural, sala multissensorial 6D, espaço para socialização, integração e convivência de pessoas com e sem deficiência.

A primeira fase do projeto conta com a mudança da sede do Instituto do bairro Alto Barroca para o Floresta, em um espaço que será reformado e adaptado para permitir o aumento da capacidade de atendimentos assistenciais e de saúde (intervenção precoce), com fisioterapia, terapia ocupacional, fonoterapia, hidroterapia e outras atividades, somando 12 frentes de desenvolvimento para bebês e crianças.

Para os jovens e adultos a expectativa é um aumento da capacidade de atendimento, com novas atividades e frentes de atuação, contando com um espaço poliesportivo para realização de atividades culturais, esportivas, de mobilização para autonomia e inclusão no mercado de trabalho.

A outra novidade será a implementação do espaço multissensorial 6D, considerado uma das maiores inovações em terapias. Atualmente em todo o Brasil existem pouco menos de 10 salas com esse conceito e tecnologia, que estejam estruturadas e em funcionamento.

O projeto ainda prevê a criação de outros espaços, no mesmo quarteirão, para as atividades de pedagogia e oficina multidisciplinar dentro do projeto de inclusão escolar, o Café do Mano – espaço de socialização e cultura que contará com profissionais com síndrome de Down, e o espaço Hub Incluo de empreendedorismo social para pessoas com deficiência.

Para o bairro, além do passeio com o conceito mais acessível do Brasil, o Mano Down, quer propor várias ações para revitalização e criação de espaços de convivência da comunidade com as famílias e pessoas atendidas pelo Mano Down.

De acordo com Leonardo Gontijo, presidente e fundador do Mano Down, a pandemia mostrou o quanto o Instituto foi importante para as famílias, levando assistência social, cestas básicas e oportunidades de socialização e desenvolvimento, mesmo que de forma virtual, por isso a necessidade de ampliar o projeto para que mais pessoas possam ser beneficiadas. “Tudo o que vivemos no último ano serviu para mostrar a dimensão do impacto que proporcionamos na vida das mais de 350 famílias atendidas diretamente e milhares de outras pessoas impactadas indiretamente. Com as atividades on-line, ampliamos o número de pessoas atendidas e hoje a nossa infraestrutura está no limite. Para que possamos atender mais famílias e dar a elas mais oportunidades, precisamos expandir o nosso espaço e atuação. E queremos fazer isso oferecendo o que há de melhor para elas em termos de estrutura, tecnologia e possibilidades de desenvolvimento”, enfatiza.

Impacto para o desenvolvimento humano da região

A proposta de criação do ecossistema de inclusão também tem a premissa de contribuir com a revitalização e o desenvolvimento humano do tradicional bairro Floresta, local onde será instalada a nova sede do Mano Down.

Em virtude da pandemia, o bairro hoje sofre com casas e estabelecimentos comerciais fechados e em estado de abandono. Como explica Leonardo, o projeto do Instituto quer ajudar na revitalização visual e ocupação dos espaços, levando cultura, esporte e atividades diversas para a comunidade. “Existe um conceito, chamado Teoria das Janelas Quebradas, que fala que a desordem gera desordem, uma janela quebrada pode ser o início de destruição e de estímulo à delitos. A nossa proposta é contribuir com o desenvolvimento humano do bairro, levar vida, ajudar no aspecto visual, ocupar o espaço com atividades, promover a integração entre a comunidade e as famílias atendidas”, explica.

Uma das iniciativas para promover esse espaço de integração e proximidade com a comunidade será a instalação do passeio mais acessível do Brasil e o Café do Mano Down, o primeiro café inclusivo da capital mineira, aberto ao público, e com participação efetiva de pessoas com deficiência intelectual como profissionais.

Leonardo ressalta que a ideia do Café e do ecossistema vem do propósito do Mano Down que é promover a inclusão e dar oportunidades para todos. “O nosso objetivo é trocar a palavra exclusão por oportunidades. Queremos ter um ecossistema em que todos possam conviver, socializar, aprender e se desenvolver. Queremos impactar não somente as famílias atendidas, mas, sim toda a comunidade onde estamos inseridos, humanizando espaços e criando novas possibilidades. Queremos um espaço de todos e para todos, pois somente assim é que a inclusão pode acontecer”, esclarece.

Campanha Avante Mano Down para arrecadação de recursos

O custo total do novo projeto foi estimado em R$ 3 milhões e o Instituto Mano Down, como instituição social sem fins lucrativos, buscará captar os recursos por meio de doações e várias frentes de investimentos, apoios e parcerias.

Para isso, juntamente com o projeto foi lançada a campanha Avante Mano Down, que tem como foco captar recursos com o apoio de pessoas físicas e empresas, que terão contrapartida pela contribuição.

A campanha será feita em formato de “vaquinha virtual” em que todos os doadores receberão uma contrapartida por contribuírem.

Para empresas estão disponíveis desde “naming rights” – direito de uso de nome para espaços específicos dentro do projeto, até a participação no programa Selo Empresa Amiga do Mano Down – premiação oferecida para empresas que contribuem para a causa da inclusão.

Para os demais doadores as contrapartidas vão desde acesso à conteúdos exclusivos do Mano Down, participação na inauguração do projeto e registrar o nome no “Muro da Inclusão”, que será instalado na nova sede do Mano Down.

Para mais informações sobre o projeto e formas de contribuição:

INFORMAÇÕES SOBRE O PROJETO: https://www.manodown.com.br/ecossistema-da-inclusao/

CAMPANHA DE DOAÇÃO: https://legado21.colabore.org/NovaSedePF/single_step

CONTATOS PARA PERMUTAS E PATROCÍNIOS: [email protected] ou [email protected]

Para mais informações sobre o Instituto, acesse: www.manodown.com.br