Ivan Baron, o influencer da inclusão, revela 5 frases capacitistas que devem ser banidas do seu vocabulário para já

Quantas vezes você já ouviu a expressão “que mancada” sem nem de fato pensar no significado literal? E quantas vezes já ouviu falar sobre capacitismo? A expressão bem menos conhecida do que deveria se refere a descriminação de pessoas com qualquer tipo de deficiência. Ivan Baron, conhecido como o “influencer da inclusão”, explica o termo:“Costumo falar que o capacitismo é da mesma família que o Racismo, LGBTfobia, Machismo, sendo que a violência nesse caso é direcionada às Pessoas com Deficiência. Esse tipo de preconceito não foi criado recentemente. Pelo contrário, sempre existiu”.

 

De falas claramente preconceituosas à situações enrustidas, como filmes que expõem atores com algum tipo de deficiência em papéis degradantes, o humor sem graça das situações capacitistas hora não é nada discreto, hora está disfarçado entre frases feitas do cotidiano. Pensando nisso, Ivan listou 5 frases capacitistas que você não deve usar e uma alternativa para cada uma delas. Confira:

 

Jamais: “Que mancada!”

Use: Que besteira você fez!”

 

Jamais: “Você é retardado”

Use: “Você é sem noção”

 

Jamais: “Ta cego, é?”

Use: “Preste mais atenção nas coisas.”

Jamais: “Vá buscar, você tem duas pernas e dois braços.”

Use:”Deixe de ser preguiçoso, vá buscar”.

 

Jamais: “Não fala com ninguém, parece um autista”

Use: Neste caso, não use nada. A dica é respeitar a personalidade de cada um.

 

Nascido no Rio Grande do Norte, Ivan Baron, de 23 anos, tem levado sua voz para todo o Brasil. Ainda criança, com apenas 3 anos, ele foi acometido por uma grave infecção alimentar que deixou sequelas: a Paralisia Cerebral, ocasionando deficiência física e mobilidade reduzida. Em contrapartida ao esperado, a condição não limitou o potiguar, que seguiu conquistando seu espaço e levantando a bandeira da representatividade. Hoje com cerca de 60 mil seguidores no Instagram e mais de 120 mil no Tiktok, já palestrou em diversas escolas e, mesmo que não fosse seu objetivo a princípio, tornou- se conhecido como o “influenciador da inclusão”.