Minas Gerais tem novo nome na coordenadoria de apoio à pessoa com deficiência: Eustáquio de Oliveira assume a pasta e coordenadoria promete implantar mais dois Centros de Libras e Conselhos Municipais

A implantação de mais duas Centrais de Libras e a reativação e formação de um número maior de Conselhos Municipais de Pessoas com Deficiência estão entre as propostas mais imediatas de Eustáquio José de Oliveira (Teco), que em dezembro do ano passado assumiu a chefia da Coordenadoria Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência (CAADE) da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania do governo de Minas Gerais. Atualmente, existem três Centrais de Libras em Minas, nas cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Uberlândia.  Dos 853 municípios mineiros, existem Conselhos Municipais ativos em apenas 35 municípios, diz Nilmário Miranda, ex-secretário estadual da Secretaria de Direitos Humanos. O trabalho de implantação e ativação dos conselhos começou em 2014.

              “Muitos municípios de Minas Gerais ainda precisam criar os Conselhos de Pessoas com Deficiência. Infelizmente, a área dos direitos das pessoas com deficiência é muito esquecida”, diz Nilmário.

Eustáquio de Oliveira, que assumiu a chefia da CAADE, começou a trabalhar no setor de pessoas com deficiência em 1989, na sua cidade natal, em Ipatinga/MG, no Vale do Aço, e mais tarde na ADC – Associação de Deficientes de Contagem, em 1992.  “O determinante na minha formação veio das mãos de Mãe Lúcia (Tia Lúcia – Casa da Esperança) do Núcleo Assistencial Eclético Maria da Cruz, representando a sociedade civil nesta entidade, e no Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UNILESTE)”, conta Oliveira.

            Segundo ele, a primeira tarefa em 2018 é completar a entrega de kits de informática pelo CAADE aos conselhos Municipais – foram 24 entregues no ano passado, em articulação com o Conselho Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência de Minas Gerais (CONPED).

            “As demandas são muitas e perpassam por várias especificidades individuais e coletivas. Existem as mais atenuantes, que são as direcionadas à saúde, educação, assistência social e acessibilidade”, diz Oliveira, que completa: “acredito que a maior demanda é a necessidade de entender, aceitar e apoiar a pessoa com deficiência no contexto no qual ela está inserida, além de buscar a melhor alternativa para uma qualidade de vida”, afirma Oliveira.

Atualmente, mais de 22 % da população mineira tem algum tipo de deficiência, o que corresponde a 4,7 milhões em uma população total de 21,2 milhões de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Revista Reação deseja sorte ao novo coordenador da CAADE e comemora o fato de que, em 2018, com o apoio do órgão e outros parceiros mineiros, estará realizando em Belo Horizonte/MG a primeira edição da Mobility Minas, braço do evento Mobility & Show que já é case de sucesso em SP, RJ e Nordeste.

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