Moda Inclusiva

Roupas pensadas para pessoas com deficiência estão deixando o visual sem graça de lado para ganhar cores, estampas e seguir tendências.

A estilista Silvana Louro, 56, comanda a Equal, marca de Niterói/RJ que produz peças adaptadas e comuns. Após 30 anos de trabalho com moda, ela estava prestes a mudar de profissão, quando, em 2013, começou a trabalhar com paratletas e desenvolveu um uniforme para a delegação fluminense participar das Paraolimpíadas Escolares, evento anual.

Louro percebeu que cadeirantes sofriam com as mangas das camisetas, justas demais, e, ao conversar com eles, identificou também a demanda reprimida por peças mais atraentes. “Eles tinham roupas funcionais, mas sem pegada fashion”, afirma.

A estilista criou, ainda, calças e saias com modelagem curva, para quem fica o tempo todo sentado.

Já Daniela Auler, 41, começou a estudar o setor após visitar um hospital e notar que havia poucas opções de vestuário disponíveis. Para pessoas com deficiência, usar peças como calças jeans é mais trabalhoso, por causa da modelagem justa, do tecido e do tipo de abertura. “Acaba virando um novo nicho para o mercado, porque é preciso buscar materiais tecnológicos”, diz.

Auler é idealizadora do Concurso Internacional de Moda Inclusiva, realizado anualmente pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. Em dezembro, o evento chega a sua 9ª edição.

Roupas adaptadas devem ser parecidas com as comuns, mas exigem cuidados:

*Opte por tecidos leves e maleáveis, que não esquentam, evitando assim a coceira; dê preferência a costuras e etiquetas delicadas, para não causar feridas;

*Inclua aberturas laterais no desenho das calças, para permitir que pessoas sem movimento nas pernas se vistam deitadas, além de facilitar a troca de próteses;

*Para tornar mais fácil o momento de vestir o paciente, incorpore aberturas na parte de trás de blusas; botões com ímãs também descomplicam o manuseio;

*Acrescente alças no cós de calças e nas mangas de blusas, assim, pessoas que perderam o movimento de pinça nas mãos podem se vestir sozinhas.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/07/1905361-roupas-para-pessoas-com-deficiencia-se-renovam-com-cores-e-estampas.shtml