Movimento de Artistas em favor da Inclusão da Pessoa com Deficiência na Cultura convida ao diálogo, os principais Secretários de Cultura do Brasil

O “MAIS – Movimento Arte IncluSiva ” realiza um ciclo de 28 lives onde o Movimento, através da sua criadora, a artista Paula Wenke,  pretende dialogar sobre Arte Inclusiva* e Acessibilidade Cultural* com todos os Secretários de Cultura Estaduais e Municipais de suas respectivas capitais, bem como com o Secretário Nacional de Cultura e o do Distrito Federal. O projeto é patrocinado pela Embaixada do Reino dos Países Baixos, através do “Fundo de Cultura 2021: Conexões Culturais, Cidades Habitáveis”. Um representante da referida Embaixada participará deste diálogo na live da Abertura e live de Encerramento.

O ciclo se inicia no próximo dia 04 de outubro de 20121, às 14:30h, dialogando com o Secretário de Cultura e Economia Criativa do DF  Sr. Bartolomeu Rodrigues e com o Subsecretário de Fomento e Incentivo Cultural do DF, Sr João Moro. 

Às 16h o diálogo é com Minas Gerais através do Secretário de Estado Adjunto de Cultura e Turismo de Minas Gerais,  Sr. Bernardo Silviano Brandão Vianna e Sr. Cássio Campos, Coordenador da Casa do Baile/Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design, de Belo Horizonte.

Dia 08/10 às 14h30, o foco é o Rio de Janeiro :  Subsecretaria Adjunta da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro e Diretora da Escola da Cultura, Sra Claudia Viana, Secretário Municipal de Cultura do Rio de Janeiro Sr. Marcus Faustini e participação especial da Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência Sra. Helena Werneck.  

Às 16h30 o diálogo é com Alagoas através da Sra. Mírian Monte, Presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural de Maceió  e Secretária de Estado de Cultura de Alagoas, a Sra. Mellina Torres Freitas.

As datas das próximas lives seguem em calendário anexo. Convidados em processo de confirmação.

 

 

 

Haverá a participação (remota em vídeo de abertura de todas as lives) do artista holandês Ronald Ligtenberg, criador da FESTA SENCITY, evento que estimula todos os sentidos, fazendo com que se viva a experiência de um show, mesmo para os que não ouvem. A pista de dança emite vibrações, odores, cenografia de ponta com muitos efeitos visuais e interpretação das músicas com linguagem de sinais.

Nas lives não haverá entrevista formal, cada Secretário ou seu representante terá seu tempo de exposição onde irá discorrer sobre:

 “Ações e instrumentos de fomento que a Secretaria de Cultura sob sua responsabilidade vem executando ou pode vir a executar para implementação de Acessibilidade Cultural* e fortalecimento/florescimento da Arte Inclusiva*”

Para tanto, o MAIS colaborou enviando a todos os convidados dois instrumentos de facilitação para elaboração de conteúdo, anexados ao convite.  Nestes documentos há sugestões de artistas com ou sem deficiência, um instrumento de fomento considerado modelo de excelência no quesito “Acessibilidade Cultural” e “Arte Inclusiva”, criado e executado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF.

Estes encontros pretendem ser positivos  e propositivos, O Movimento unirá esforços para a publicação destes diálogos posteriormente. A expectativa da equipe do MAIS é que seja um marco e mapeamento importante na história da Acessibilidade Cultural e Fortalecimento da Arte Inclusiva no Brasil.

 

Roteiro e Elenco de cada Live, por Estados Brasileiros e DF (27)

– Artista Anfitriã – Paula Wenke, brasileira, idealizadora do Movimento Arte Inclusiva; Criadora, Diretora, Dramaturga e Atriz do Teatro dos Sentidos desde 1997. (Técnica de encenação teatral idealizada para a total compreensão de uma platéia de cegos ou olhos vendados. Os sentidos da audição, tato, olfato e paladar são fortemente explorados, segundo a narrativa da história. Ao final do espetáculo o público descobre que, em geral, metade do elenco é PCD. Após o espetáculo, o público é convidado a conhecer obras de artistas visuais que traduzem em suas obras, cenas imaginadas do Teatro dos Sentidos. Estes artistas são provocados para que criem suas obras com acessibilidade tátil ou auditiva para a plateia de cegos. (10 min iniciais para apresentação de vídeo sobre o tema e apresentação dos ilustres convidados.)

– O Secretário Estadual de Cultura  (20 min. de exposição e diálogo)

O Secretário Municipal de Cultura da Capital do mesmo Estado (20 min de exposição e diálogo) (10 min para considerações e conclusões.)

Acesse aqui o Calendário

As lives ficarão gravadas e serão disponibilizadas no Canal do Youtube /c/ Paula Wenke  .

Justificativas para o diálogo proposto:

  1. De acordo com o Censo 2010, quase 46 milhões de brasileiros, cerca  de 24% da população, declararam ter deficiência em pelo menos uma das habilidades investigadas (enxergar, ouvir, caminhar ou subir degraus), ou possuir deficiência mental / intelectual. Em média, significa uma proporção de 1 para cada 4 brasileiros. No mundo, 15% da população é PCD, ultrapassando um bilhão de pessoas”
  2. trechos da  LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015. –  Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). CAPÍTULO IX; DO DIREITO À CULTURA, (…). Art. 42. A pessoa com deficiência tem direito à cultura, (…) e ao lazer em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, sendo-lhe garantido o acesso. (…) Art. 43. O poder público deve promover a participação da pessoa com deficiência em atividades artísticas, intelectuais, culturais, (…), com vistas ao seu protagonismo, devendo: I – incentivar a provisão de instrução, de treinamento e de recursos adequados, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas; II – assegurar acessibilidade nos locais de eventos (…) ; III – assegurar a participação da pessoa com deficiência em jogos e atividades (…), culturais e artísticas, (…), em igualdade de condições com as demais pessoas. (…)”
  3. “O maior preconceito contra a Pessoa com Deficiência é o capacitismo. É a crença equivocada de que “não são capazes”. Não vemos a proporção tal qual existem em nosso cotidiano : de cada quatro brasileiros, um é PCD, segundo os dados do IBGE de 2010. Isto significa que ainda estão prioritariamente em casa. Ou seja, na invisibilidade.  A Arte é um instrumento de potência incomensurável para essa transformação de crenças, de cultura. O pódio e o palco são lugares de VIRTUOSOS, DE CAPAZES. Urge que ocupem estes espaços merecidos. Também por uma questão de representatividade e cidadania. Os esportes paralímpicos, culminando com as Paralimpíadas estão revelando tal verdade claramente. A Arte então, atividade mais espiritual, mental, emocional do que física é o trampolim perfeito onde nem o céu é o limite” – Paula Wenke

 *Acessibilidade Cultural : Inclusão  da PCD como platéia de obras, produtos culturais.

É preciso que exista possibilidade de “chegar” (acessibilidade para locomoção e adaptações arquitetônicas e ”entender” informações para o desfrute das obras apresentadas (linguagem simples e acessibilidade comunicacional).

*Arte Inclusiva: Quando a PCD é o artista, fazendo parte de um grupo ou apresentando sua obra individualmente. Não é preciso que seja o proponente/produtor, mas que esteja revelando em uma produção, suas capacidades, visões artísticas e criativas. Um grupo que convide um artista PCD para integrar-se ativamente em seu projeto está realizando Arte Inclusiva.