No parataewkondo, Silvana Fernandes conquista o bronze

Silvana Fernandes acertando golpe em Gamze Gurdal, da Turquia

Natural de João Pessoa, Silvana estreou na competição com vitória por 15 a 2 contra Brianna Salinaro, dos EUA. A brasileira seguiu então para a semifinal, onde foi derrotada por Lisa Gjessing, dinamarquesa número 1 do mundo, por 8 a 6.

Ainda nesta sexta-feira, Gjessing derrotou a britânica Beth Munro por 32 a 14 e conquistou a medalha de ouro na categoria K44 até 58kg.

A gente chegou aqui com um objetivo. Eu falei para o Ferla (técnico da seleção brasileira de parataekwon) e a comissão que não sairia daqui sem medalha, independente da cor. A gente pegou a semifinal, seria uma das minhas lutas mais difíceis, que era contra a número 1 do mundo, a Lisa (Gjessing). Eu já tinha ganhado dela, então seria uma luta bem equilibrada, mas ela conseguiu se sobressair. Cabeça erguida, fui em busca do bronze e graças a Deus consegui. Esse bronze não é só meu, mas do Brasil inteiro, de toda a minha comissão, comissão da seleção brasileira, da minha família, meus amigos. Se Deus quiser vou chegar no Brasil, comemorar esse bronze e depois continuar firme os treinamentos já visando as próximas competições – disse Silvana.

A luta que decidiu o bronze nunca foi apertada. Silvana Fernandes terminou o primeiro round vencendo por 3 a 1, ampliou a vantagem no segundo com um 11 a 4 e no último foi ainda melhor, fazendo 14 a 4. O placar final acabou em 26 a 9 para a brasileira.

Essa é a segunda medalha do Brasil no parataekwondo, esporte que estreia em Paralimpíadas. Na quinta-feira (2), Nathan Torquato conquistou o ouro na categoria K44 até 61kg com vitória sobre o egípcio Homaed Elzayat, que entrou no tatame apenas de forma protocolar após sofrer golpe ilegal na semifinal que o deixou lesionado.

A disputa do parataekwondo segue nessa sexta-feira (4) para o Brasil. Debora Menezes, da K44 para atletas de pelo menos 58kg, sobe no tatame 1h30 da manhã para enfrentar adversária ainda a ser definida.

A classe K44 engloba atletas com amputação unilateral abaixo da articulação do cotovelo ou perda de função equivalente ou perda de dedos dos pés que afete a capacidade de levantar o tornozelo.

Fonte: https://ge.globo.com/