O Brasil brilhou para o mundo em 2019 !

O ano de 2019 e mais especificamente o mês de agosto, foi o período em que o hino brasileiro foi mais apreciado em praças esportivas na história do esporte. Isso mesmo… Não estamos dizendo só no esporte paralímpico, mas no esporte brasileiro.

Os Jogos Parapanamericanos ocorridos em Lima no Peru, encerrados em 1º de setembro, certamente fazem parte da história do esporte mundial e dessa trajetória brasileira de vitórias em 2019. Foram 9 dias de competições e os atletas brasileiros chegaram à inédita marca de 308 medalhas. Destas, 124 foram de ouro, 99 de prata e outras 85 de bronze. Em toda a história, nenhum país somou tantas vitórias em uma única edição do Parapan.

Os atletas brasileiros deixaram Lima como primeiros colocados na competição, com a incrível marca de o dobro de conquistas do segundo colocado no quadro geral de medalhas. Os Estados Unidos foram os vice-campeões com 182 medalhas e o México, terceiro colocado, com 158 pódios.

“Lima é o primeiro estágio dos grandes eventos do ciclo, serve como um excelente termômetro para avaliar nosso planejamento, que foi estabelecido em 2017, projetando os oito anos subsequentes. Tínhamos uma expectativa aproximada do que realmente alcançamos aqui, mas atingimos a meta, superamos a excelente campanha de Toronto 2015”, comentou Alberto Martins da Costa, diretor-técnico do CPB e chefe da missão brasileira nos Parapan de Lima no Peru.

Mas as conquistas no Parapan não foram as únicas a emocionar o Brasil e o mundo.

No interior de São Paulo, em Ribeirão Preto, em junho, outra grande vitória brasileira. Nossa seleção conquistou seu primeiro título mundial de Futsal Down ao vencer a arquirrival Argentina por 7 a 5, na final. Um verdadeiro festival de diversidade e inclusão invadindo a quadra durante e depois do jogo. E também invadindo o noticiário nacional, com a vitória divulgada por todo o mundo, servindo de exemplo dado pelos atletas que disputaram o mundial de Futsal Down.

E 2019 não parou por aqui. Pelo restante do mundo, nossos atletas consagram-se em diferentes modalidades.

  • Mundial de Atletismo – Novembro – Dubai. Foram 39 pódios. A delegação brasileira conquistou 14 medalhas de ouro, 9 de prata e 16 de bronze, ficando atrás apenas da China, obtendo melhor colocação na história. Além dos pódios, outras marcas importantes foram conquistadas pelos brasileiros: foram 26 marcas pessoais batidas, 9 recordes da competição, 10 recordes americanos, 16 melhores marcas da temporada e 4 recordes mundiais.

  • Copa Tango de Tênis de Mesa – Novembro – Buenos Aires, Argentina. Foram 7 times brasileiros que conquistaram medalhas nos torneios de equipes, sendo três pratas e quatro bronzes. Durante o torneio, 16 brasileiros subiram ao pódio. Somando as medalhas dos torneios individuais, foram 18 medalhas, ou seja, 2 ouros, 7 pratas e 9 bronzes.

  • Open Mundial de Bocha – Novembro – Póvoa de Varzim, Portugal. A seleção brasileira foi composta por 8 atletas e conquistou uma medalha de bronze na disputa por equipe. Nas disputas individuais, obteve um 4º lugar na classe BC1 e 7ª colocação na BC2. Em 2019 o Brasil conquistou na Copa América, nove vagas para o Paralímpico de Tóquio. Em Lima, a Seleção faturou 7 medalhas.

  • INAS Global Games – Outubro – Brisbane, Austrália. A competição apenas para atletas com deficiências intelectuais contou com a participação de 48 países. A delegação brasileira foi para os jogos com 13 atletas e conquistou 18 medalhas nas modalidades atletismo e natação.

  • Cañuelas Open – Outubro – Argentina. Os brasileiros do tênis em cadeira de rodas foram destaque no Torneio Future. Na chave masculina, foram campeões de simples. Na feminina, tivemos as campeãs e vice. E também vencemos no Júnior.

  • Mundial de Natação – Setembro – Londres, Inglaterra. Os brasileiros conquistaram 17 medalhas, sendo 5 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze. Ocupamos o 11º lugar no quadro geral. Daniel Dias fez história no Mundial. Ele conquistou sua 40ª medalha em mundiais. Foi a quarta medalha do multicampeão na competição disputada na capital da Inglaterra. Ele já havia faturado um ouro e dois bronzes.

  • Grand Prix Judô – Setembro – Uzbequistão. A seleção brasileira foi representada por seis atletas e terminou o torneio na 6ª colocação geral. Conquistou medalha de ouro e bronze. Além das duas medalhas, o Brasil obteve dois quintos lugares e um sétimo.

  • Mundial de Paraciclismo – Agosto – Emmen. O brasileiro Lauro Chaman foi bronze no contrarrelógio. Ele subiu ao pódio depois de percorrer o percurso de 31,2 Km em 39min31s15. O brasileiro também venceu a prova de estrada da etapa do Canadá, disputada em Baie-Comeau, conquistando assim, o bicampeonato da Copa do Mundo de Paraciclismo.

  • Mundial de Halterofilismo – Julho – Cazaquistão. A equipe mista do Brasil conquistou 4 medalhas: duas de ouro e duas de pratas. O Brasil competiu com dois times entre os dez participantes da competição por equipes mistas. Ao final a delegação brasileira só foi superada pelos atletas da seleção egípcia.

  • Mundial de Futebol de 7 – Julho – Sevilha, Espanha. A Seleção Brasileira conquistou bronze no torneio que reuniu 16 países. Em sua campanha foram 5 vitórias e apenas uma derrota.

  • Campeonato das Américas – Futebol de 5 – Junho – São Paulo/SP. A Seleção Brasileira conquistou o hexacampeonato ao vencer a Argentina na final. Foi o 6º título em nove finais.

  • Torneio de Páscoa – Basquete – Abril – Blankenberge, Bélgica. A Seleção Brasileira masculina de basquete em cadeira de rodas alcançou o 3º lugar. Foram duas vitórias em quatro duelos.

Festival Paralímpico chega a 70 cidades brasileiras

O sucesso dos brasileiros em diferentes modalidades paraolímpicas em todo o mundo começa na base. E no mês de setembro, o CPB – Comitê Paralímpico Brasileiro reuniu mais de 11 mil jovens em 70 cidades dos 26 estados e do Distrito Federal, em um encontro de experimentação para a prática desportiva. Foi a segunda edição do evento. Para Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro: “o Festival Paralímpico é muito importante, porque não só oferece oportunidade para as 11 mil crianças iniciarem no esporte, ou seja, proporcionar a inclusão, mas também para conhecer os campeões do futuro. O Festival Paralímpico é fundamental dentro do planejamento estratégico do Comitê Paralímpico Brasileiro. Aqui está a realidade do movimento paralímpico nacional”.

A programação ofereceu três modalidades por sede, com duração de três horas, para jovens dos 10 a 17 anos, com e sem deficiência. Os núcleos ofertaram experimentações em atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, natação, futebol de 5 (cegos), futebol de 7 (paralisados cerebrais), goalball, judô, parabadminton, parataekwondo, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado. A prática de cada atividade foi adaptada, dado que o objetivo é promover a iniciação e, em muitos casos, o primeiro contato do jovem com deficiência no esporte.

Em São Paulo, o Centro de Treinamento Paralímpico foi palco para mais de 600 crianças experimentarem atletismo, vôlei sentado e tênis de mesa. Os números desta segunda edição do Festival Paralímpico superam o da estreia do evento, em setembro de 2018. Na ocasião foram 7 mil crianças em 48 cidades. Por isso, o acontecimento de 2019 nas 70 localidades do território nacional configura-se no maior evento paralímpico já realizado no Brasil pelo Comitê Paralímpico Brasileiro.

            Pode ser que nossa redação tenha se esquecido ou passado despercebida por alguma competição onde o Brasil também tenha se destacado e ela pode ter ficado de fora dessa matéria e esse balanço publicado neste Anuário. Se isso aconteceu, pedimos desculpas. De qualquer forma, aproveitamos para dar em nome de toda equipe da Revista Reação, TV Reação e Sistema Reação, os nossos mais sinceros PARABÉNS aos nossos atletas paralímpicos, e também, para todas as comissões técnicas de todas as modalidades. Em especial, queremos parabenizar ainda o trabalho que vem sendo realizado pelo CPB nas últimas décadas, levando e ressaltando o esporte paralímpico do Brasil para todos os cantos do mundo !