Pai de Rodinhas !

O livro traz a história do menino que apesar de suas limitações físicas construiu uma vida de realizações e se transformou no “Pai de Rodinhas”. A obra leva o leitor a mergulhar em aventuras divertidas e emocionantes, norteadas por amor, amizades e muitos desafios, além de reflexões inerentes à vida ! Nas páginas estão muita arte, inclusão, voluntariado, política, educação, família e principalmente paternidade, são algumas de suas inúmeras experiências relatadas de um jeito simples e descontraídas.

Sérgio Nardini é artista plástico autodidata, possui uma doença neuromuscular congênita chamada Atrofia Muscular Espinhal Progressiva tipo II, que o deixou tetraplégico gradativamente, afastando-o da pintura. Foi fundador da Associação “Amparo Eficiente”. Ele realiza palestrante e é ativista na causa da inclusão e acessibilidade há mais de 15 anos. Sérgio vive hoje uma vida a três. Junto de sua esposa Elisângela, ele curte intensamente a maior e mais bela experiência de sua existência: a paternidade. Que pode ser definida como um “milagre” chamado Lavínia !

Sobre “Pai de Rodinhas” o autor diz que: “nunca tive a pretensão de criar uma obra literária ! Eu apenas quis registrar minhas histórias e vivências, por vários motivos, entre eles, presentear minha filha com algo muito especial e significativo. Eu também espero ajudar muitas pessoas através das informações compartilhadas, além de provocar reflexões e reações, derrubar paradigmas, quebrar estereótipos, enfim, mudar o olhar que grande parte da sociedade ainda tem em relação às pessoas com deficiência. Afinal, a vida deve ser vivida com leveza e naturalidade!”.

Além de empresas patrocinadoras da obra, o projeto obteve o apoio de 100 pessoas que compraram seus exemplares antecipadamente através do site Catarse, uma plataforma online para financiamento de projetos culturais.

O prefácio do livro é de autoria da psicóloga e escritora Josie Conti e seu lançamento oficial foi no dia 19 de janeiro último na cidade de Amparo/SP.

FOTO – Crédito: Assessoria Mogiana Produções

 

Cia De Rodas Para o Ar: 4 anos de muito sucesso !

A Cia De Rodas Para o Ar é um Coletivo Cultural que foi fundada em 2015 e tem como objetivo integrar pessoas com e sem deficiências, promovendo encontros culturais, aulas de dança, montagem de espetáculos, favorecendo o protagonismo da pessoa com deficiência através da arte, mostrando que a dança é possível para todos e buscando assim uma sociedade mais justa.

A atuação dessa galera começou há 4 anos. Nesse período, já participaram de grandes eventos como a Virada Inclusiva entre 2014 e 2016, o aniversário da Lei de Cotas em 2015, a Jornada da Educação Física USP em 2016, bem como da Diretoria de Ensino da Zona Sul de 2016, além do Congresso Internacional de Dança 2016, do 8º Encontro de Tecnologia e Inovação 2016, da Feira Reatech 2015, da Caixa Cultural São Paulo 2015 e 2016, One Billion Rising 2016/2017, Sampa Ativa 2017, entre outras ações. O idealizador do projeto é Clayton Brasil, bailarino e coreógrafo, com mais de 18 anos de atuação artística. Ele atualmente é diretor na Cia. Para ele o intuito da Cia é provocar sensações corporais diversas no sentido de ampliar a experiência corporal dos indivíduos que participam dos nossos projetos, trazendo sensações das variadas linguagens artísticas influenciando pessoas que descubram um corpo consciente e produtivo. A codiretora é Raíssa Pinheiro, pedagoga e educadora física, atua como coreógrafa da Cia. Ela diz que “acredita na arte como transformadora e propulsora da vida das pessoas, e mais ainda na vida da pessoas com deficiência. Isso falta muito no nosso País para essa população. Caminhamos de uma inexistência de conhecimento de arte e cultura por parte da maioria deles por uma questão ainda forte que é a acessibilidade e seguimos ampliando esse espaço. Pra nós é gratificante e ao mesmo recompensador no sentido de que estamos no caminho certo quando falamos dessa população e como tratamos a arte da dança”.

Já o fundador da Cia comenta que: “acredita na premissa de que todas as pessoas podem dançar, suas limitações não os limitam, apenas partimos delas pra crescer, é para além das limitações. Acredito que já tivemos momentos importantes. Apresentamos em abril de 2018 para dezenas de pessoas, incluindo crianças, e perceber que o trabalho é visto e prestigiado pela competência e pelo cunho artístico é o que nos move. Muitos trabalhos hoje em dia com as pessoas com deficiência visam apenas o assistencialismo e um fazer pelas minorias como se devemos algo a essa população e nós pensamos na potencialidade de cada um”. Para este ano a Cia está produzindo o espetáculo “AliceS no País Adaptado”, que deve estrear no segundo semestre e traz como proposta uma visão de outro País. Segundo Raíssa Pinheiro: “é uma obra que almeja, através de narrativas corporais de pessoas com (e sem) deficiência, refletir sobre o quão é importante para qualquer indivíduo à utilização de adaptações em diversos contextos de sua vida”. Já Clayton Brasil garante que: “durante as cenas haverá transformações de objetos, corpos e criaturas que habitam neste lugar. Serão os elementos empregados como disparadores do processo criativo das danças de AliceS, permitindo fazer um recorte da história original, a fim de  trazer contos e situações que se assemelham ao nosso cotidiano”.