Parceria garante metodologia do emprego apoiado em Registro (SP)

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, em parceria com o Instituto Jô Clemente (IJC), antiga Apae de São Paulo, está levando a metodologia do emprego apoiado para a cidade de Registro (SP), onde foi inaugurada no fim de julho uma nova unidade do Polo de Empregabilidade Inclusiva (PEI). O local, que deve começar a atender o público em 30 de agosto, fica dentro da Diretoria Regional de Saúde DRS – Registro e tem como objetivo promover o desenvolvimento profissional, a inclusão e a permanência de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

A iniciativa faz parte do programa Meu Emprego Inclusivo e busca beneficiar a empregabilidade das mais de 15 mil pessoas com deficiência em idade produtiva da região do Vale do Ribeira e oferecer cursos de qualificação profissional. Entre as ações do Polo, há um suporte às equipes de Recursos Humanos das empresas para a inclusão das pessoas com deficiência no ambiente corporativo, ações de busca ativa de candidatos, entrevista de habilidades, competências e interesses profissionais, laudos de funcionalidade, identificação de oportunidades nas empresas e apoio pós inclusão.

A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia Leão, ressalta a alegria de um projeto como este chegar ao Vale do Futuro. “Uma ação do Governo de São Paulo para fazer o futuro hoje na região do Vale do Ribeira. As pessoas com deficiência têm o direito de viver com qualidade de vida e dignidade. E, emprego não é só autonomia financeira ou autonomia econômica, emprego é autonomia de vida. Nós, da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, estamos sempre à disposição para fazer uma sociedade de fato inclusiva e para ser inclusiva, precisa ser acessível”, disse.

O novo Polo de Empregabilidade Inclusiva em Registro, irá promover a inclusão profissional de pessoas com todos os tipos de deficiência. De acordo com informações da Base de Dados dos Direitos da Pessoa com Deficiência, até maio de 2021, dos empregados incluídos no mercado formal de trabalho na região do Vale do Ribeira, apenas 0,18% tinham alguma deficiência.

“A inclusão profissional de pessoas com deficiência é um desafio, pois infelizmente ainda existe muito preconceito, muita falta de informação acerca desta significativa parcela da população, que, embora represente 24,5% dos cidadãos do país, ocupam apenas 1% dos empregos formais. Nós, do Instituto Jô Clemente, utilizamos desde 2013 a Metodologia do Emprego Apoiado, adotada em diversos países do mundo, para enfrentar esta desigualdade e ampliar a inclusão laboral em nosso meio. Nas empresas, realizamos um trabalho com o objetivo de criar uma cultura de valorização da diversidade. Por outro lado, conhecemos de perto cada pessoa e procuramos identificar seus pontos fortes, interesses e necessidades de apoio. São oferecidos cursos e orientações diversas, antes e depois da inclusão, de acordo com as características individuais de cada colaborador. Com isso, desde que implementamos esta metodologia, já realizamos cerca de 3.000 inclusões em mais de 50 empresas e órgãos públicos”, explica Flavio Gonzalez, executivo de Negócios Sociais do Instituto Jô Clemente.

No novo Polo de Empregabilidade Inclusiva (PEI) em Registro (SP), o IJC irá promover a inclusão profissional de pessoas com todos os tipos de deficiência. De acordo com informações da Base de Dados dos Direitos da Pessoa com Deficiência, até maio de 2021, dos empregados incluídos no mercado formal de trabalho na região do Vale do Ribeira, apenas 0,18% tinham alguma deficiência.

Taxa de retenção de pessoas com deficiência intelectual no mercado de trabalho é de 90%

Ainda que em um cenário delicado de pandemia, em 2020, o Instituto Jô Clemente realizou a inclusão de 345 jovens e adultos em novos postos de trabalho. Nos últimos anos, a taxa de retenção destas pessoas tem sido de 90%. Em 2020, com a pandemia, em um trabalho em conjunto com as empresas, foi possível adaptar as vagas ao sistema home-office, o que auxilia na inclusão, já que as pessoas com deficiência intelectual também pertencem ao grupo de risco para a covid-19.