Por que estabelecer um diálogo não é tão simples ou intuitivo com crianças com TEA?

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Um dos sinais mais abordados em relação ao transtorno do espectro autista (TEA) é ligado à comunicação social. Por este motivo, na maioria das vezes, estabelecer um diálogo não é tão simples ou intuitivo para essas crianças.

A fonoaudióloga Juliana Trentini, do Canal Fala Fono, no Youtube, dá 5 dicas que podem ajudar nesse processo.

1- Antes de querer que sua criança repita o que você fala, ensine ela a imitar gestos simples, como palmas, mandar beijos, dar tchau. Além de trabalhar a imitação, isso favorece a comunicação, uma vez que estes gestos carregam um uso social;

2- Busque estabelecer contato visual com frequência num contexto que a criança esteja feliz e relaxada, mesmo que por poucos segundos. Isso vai melhorar a habilidade ao gerar uma associação positiva e dessensibilização, tornando o contato visual algo tolerável ou agradável;

3- Observe a sua criança brincando, tente entender o que ela gosta de fazer. Aproveite isso para imitá-la. Isso gera conexão, identificação e aumenta as ações dela em te imitar também;

4 – Valide toda forma de comunicação. Fingir que não entendeu o que a criança quer não vai fazer ela se esforçar mais para conversar com você, vai fazer ela desistir de você. Quando você se esforça para entender uma criança, ela vai querer se esforçar mais para conversar com você também. O diálogo é uma via de mão dupla;

5- Uma porcentagem considerável das crianças dentro do TEA apresenta também dificuldades persistentes em compreender e produzir linguagem em geral, como se fosse uma dislexia, só que ao invés de ser para a linguagem escrita, é para a linguagem falada. Chamamos isso de Transtorno de Linguagem Secundário ao TEA ou associado ao TEA. Por isto, a persistência, a repetição e o tratamento são tão importantes. Não deixe de procurar um fonoaudiólogo.

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