Porteiro é demitido por deixar guarita para salvar crianças no interior de SP

Essa é a história do porteiro Juliano Amaro da Silva Paula, de 44 anos, que foi demitido por deixar a guarita para salvar uma vítima de capotamento na cidade de Marília/SP. Ele correu para salvar a vítima de um capotamento na frente do edifício onde trabalhava e agora, segue desempregado há cerca de 40 dias.

Ele não se arrepende do seu ato de heroísmo. Segurança há 20 anos, ele trabalhava no prédio fazia apenas 9 meses e tinha curso de primeiros socorros.

O caso ocorreu na noite de 1º de fevereiro, quando, por volta das 23h30, ouviu gritos de crianças e, em seguida, uma pancada muito forte. Ele olhou para a janela de onde estava e viu um carro capotando, passando por cima de outro que estava parado no cruzamento. Ele conta que quando ouviu as crianças gritarem, saiu imediatamente. “Eu tenho 3 filhos, foi uma coisa automática”.

Juliano é socorrista formado, prestou os primeiros socorros ao homem de 41 anos que estava no carro acidentado até a chegada do socorro, que encaminhou o homem ao hospital em bom estado, graças à atitude do porteiro, que chegou a ter que quebrar o vidro de trás do carro para salvar a vida do motorista. Ele conta que mesmo socorrendo o homem, estava atento à portaria do prédio onde trabalhava para ver se não chegava alguém.

No dia seguinte, o grupo responsável pela segurança do edifício entendeu que ele havia descumprido procedimentos internos ao socorrer a vítima do capotamento, já que ele não poderia deixar a guarita. Desde então, Juliano tenta procurar um emprego que possa atender às necessidades dele e da família. Juliano tem um filho de 5 anos que tem autismo e precisa de um medicamento controlado de alto custo para ter qualidade de vida.

A família da vítima chegou a entrar em contato com Juliano para agradecer o socorro. A mãe da vítima relatou, em vídeo, que o filho estava sem cinto de segurança e que os primeiros socorros foram cruciais para manter a vida dele.

Amigos da região de Marília/SP, vamos ajudar o Juliano a encontrar um novo emprego. Não se pode condenar uma pessoa por um ato de bravura. Perder o emprego por salvar uma vida é uma coisa incompreensível!