Prefeito de Hamamatsu libera atletas brasileiros isolados para treinamentos

O prefeito de Hamamatsu, Yasutomo Suzuki, liberou, nesta quarta-feira, 18, os treinamentos dos atletas brasileiros isolados
Leandro Martins/CPB/MPIX

O grupo de atletas brasileiros mantido sob isolamento total em quartos de hotéis em Hamamatsu, cidade a 250km de Tóquio, recebeu nesta quarta-feira, 11, pela manhã (horário local), a liberação para treinamentos por parte do prefeito de Hamamatsu, Yasutomo Suzuki.

Ao todo, 52 pessoas da delegação paralímpica brasileira estão em isolamento total em quatro hotéis na cidade de Hamamatsu desde que foi identificado contato com um indivíduo que testou positivo para novo coronavírus na chegada ao Aeroporto Internacional de Narita, no Japão, no início da noite de sexta-feira, 6.

Os 27 atletas de quatro modalidades poderão treinar em horários diferentes dos demais que também estão na cidade para a aclimatação. O transporte até as arenas será realizado em veículos separados e as refeições serão servidas nos respectivos quartos. Todo o grupo realiza testes PCR diariamente e possuem resultados negativos. Por esta razão, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) solicitou incansavelmente às autoridades locais para que fosse liberado o treinamento destes atletas, como o previsto para os casos de Contatos Próximos no protocolo sanitário, playbook, dos Jogos de Tóquio.

Pelo protocolo do Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio, todas as pessoas que sentaram-se num raio de duas fileiras de assentos ao redor deste indivíduo infectado devem ser isoladas, pela possibilidade de exposição ao vírus durante o voo. O playbook, em sua última atualização enviada ao CPB em 15 julho de 2021, diz que é permitido aos atletas que mantiveram “contato próximo” treinar, igualmente em isolamento, e até mesmo competir nos Jogos de Tóquio. Assim foi feito, por exemplo, com atletas olímpicos da África do Sul, da Rússia e da Itália durante os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Em nota, “o CPB agradece ao prefeito de Hamamatsu, Yasutomo Suzuki, pela sensibilidade em liberar os treinos, após cinco dias de reclusão dos atletas que testaram negativo desde os testes antes do embarque no Brasil, em 5 de agosto. Agradece também à embaixada brasileira em Tóquio, pelo apoio de primeira hora ao grupo brasileiro em Hamamatsu”.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro