Programa EMPREENdi capacita famílias de pessoas com deficiência intelectual para entrarem no universo do empreendedorismo

O Instituto Jô Clemente, antiga Apae de São Paulo, tem desde abril deste ano um projeto para auxiliar na formação de renda das pessoas com deficiência intelectual e seus familiares. É o Programa EMPREENdi – Empoderamento das famílias com pessoas com deficiência, desenvolvido pelo Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (CEPI) da Instituição. A iniciativa visa contribuir com a inclusão das famílias de pessoas com deficiência intelectual que se encontram em situação de vulnerabilidade social por meio do empreendedorismo. Até o momento, o projeto já impactou 111 famílias.

A expectativa é auxiliar 200 famílias a abrirem seus próprios negócios e saírem da condição de vulnerabilidade, além de gerar inclusão social. Para isso, o programa passa a contar com três novos parceiros: Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Instituto Êxito e EMPREENDA_Asid. Essas instituições se juntam com a Fundação Casas Bahia, Sebrae-SP, Junior Achievement, CEU e Instituto Gente, parceiros desde o início do projeto. Outra grande novidade é que as inscrições passam a ser abertas para qualquer pessoa que tenha alguém com deficiência intelectual na família. Antes, somente famílias de pessoas com deficiência atendidas pelo Instituto Jô Clemente podiam se inscrever.

Nas famílias em que um dos membros possui deficiência intelectual, normalmente, um outro membro da família precisa se dedicar ao acompanhamento das terapias, o que dificulta sua entrada no mercado de trabalho. Com a pandemia, o cenário ficou mais complicado, devido à impossibilidade de busca de emprego e renda. As fases do projeto se organizam em: convite, apresentação do programa às famílias, descoberta de perfil – empreendedor ou não -, realização dos cursos que poderão ser: Empreenda Rápido – Descomplique e/ou Enfrentar Crises; Ideação de Negócios e Mulheres Empreendedoras, Mentoria realizada pelo CEPI, Registro no MEI e Crédito no Banco do Povo. Outro benefício do projeto é que as famílias em situação de vulnerabilidade social selecionadas, que estão na curva de formação, já estão recebendo cestas básicas doadas ao IJC pela Fundação Mapfre e Ação Social para Igualdade das Diferenças (ASID).

“O Programa EMPREENdi é mais uma forma de assegurar às pessoas com deficiência intelectual e suas famílias mais segurança financeira e renda. A inclusão profissional é um dos pilares para transformarmos e garantirmos uma sociedade mais justa a todos. Essa é mais uma iniciativa que lideramos para levar oportunidades e escolhas para essas pessoas”, explica Edward Yang, gerente do Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (CEPI) do Instituto Jô Clemente.

A primeira turma de famílias foi selecionada no bairro de Heliópolis, zona sul da capital paulista. A expectativa é que as famílias desta primeira fase finalizem a consultoria até dezembro de 2022. Após o treinamento, os negócios poderão ser abertos tanto no próprio bairro, como em outras regiões, nos mais variados tipos de negócio. “Esperamos que ao final do treinamento essas famílias tenham mais autonomia e segurança para mudarem suas histórias e conquistarem condições mais dignas de vida”, diz Glenda Aref Salamah de Mello Araujo, Analista de Formação do CEPI.