Programa Superar deverá ter mais dois núcleos na capital mineira

Criado em 1994, o programa Superar é um dos mais antigos de Minas Gerais e do Brasil inteiro para que as pessoas com deficiência pratiquem esportes e tenham acesso a Educação Física de qualidade. O superar atende qualquer pessoa com idade superior a 6 anos e não é voltado apenas a crianças e adolescentes. “Eu brinco que podemos atender alunos de até 99 anos”, diz o professor Marcelo de Melo Mendes, coordenador do Superar e gerente de Programas Esportivos para Pessoas com Deficiência da Secretaria de Esporte e Lazer de Belo Horizonte/MG.

Atualmente o Superar oferece 14 modalidades esportivas e de lazer, atendendo a 940 alunos com todos os tipos de deficiência. As atividades são realizadas em 8 núcleos. Para 2019, o professor Marcelo diz que a meta é atender a 1.100 pessoas e abrir mais 2 núcleos na capital mineira – o programa é da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte/MG.

“O esporte proporciona às pessoas com deficiência o direito de realizar os seus desejos, produzir e superar os limites impostos por eles e pela sociedade”, comenta o professor. Segundo ele, a prática esportiva garante o lazer e auxilia no desenvolvimento físico, motor e social. “O esporte auxilia em todos os sentidos nas condições psicossociais”.

Atualmente, o Superar contra com 10 professores de Educação Física, 29 estagiários e uma médica, todos especializados na prática esportiva para as pessoas com deficiência. O programa é aberto a todas as pessoas, de qualquer idade e com qualquer tipo de deficiência. O coordenador diz que professores de Educação Física já foram especializados no treinamento de pessoas com deficiência pelo Superar.

“O atendimento das pessoas com deficiência significa muito mais do que a simples participação delas nos esportes. Significa capacitar recursos humanos, estabelecer a devida acessibilidade e garantir um atendimento inclusivo em sua plenitude, sem qualquer preconceito e motivando uma ação continuada, pautada em uma atitude positiva que evidencie as potencialidades de cada indivíduo e não as suas limitações”, diz Marcelo.

“Nós atendemos a pessoas com todas as categorias de deficiência: física, visual, auditiva, intelectual, autismo e múltipla. Digo que o principal reconhecimento que o Superar obteve nestes anos todos é o reconhecimento do poder público e a consolidação de uma política pública”, afirma o professor Marcelo.

Os esportes e modalidades de lazer oferecidas, são: atletismo, basquetebol, bocha paralímpica, bocha regular, dança, futsal, goalball, judô, parataekowndo, natação, rugby em cadeira de rodas, tênis de mesa, voleibol sentado e percussão.

Questionado sobre se houve um avanço na acessibilidade das pessoas com deficiência ao esporte e ao lazer nos últimos anos, principalmente após a LBI – Lei Brasileira de Inclusão (Nº 13.146/15 – Estatuto da Pessoa com Deficiência), o professor Marcelo afirma que ocorreram avanços, mas que existem ressalvas.

“A minha resposta é sim e não. Sim porque a questão está tendo mais mídia que antigamente. Não, porque muitos profissionais, de uma maneira geral, não estão sabendo trabalhar com as pessoas com deficiência na educação regular, fora do sistema de ensino especial. Esta é uma realidade. As crianças e adolescentes com deficiência, de um modo geral, não têm feito Educação Física”, comenta.