Projeto para sites acessíveis escolhido em chamada internacional

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Um projeto elaborado pelo Centro de Promoção para a Inclusão Digital, Escolar e Social (CPIDES) e que tem como objetivo a elaboração de um sistema gerador de sites acessíveis para pessoas com deficiência foi selecionado entre mais de 500 candidatos em chamada internacional. A chamada foi promovida pelo FRIDA, um programa que apoia iniciativas na América Latina e no Caribe que contribuem para a consolidação de uma Internet global, aberta, estável e segura.

Intitulado [email protected], a ferramenta será um sistema gerador de sites acessíveis para pessoas com deficiência e será coordenado pelo professor Klaus Schlünzen Junior, docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp, no câmpus de Presidente Prudente.

O docente explica que projeto vai ser realizado em seis etapas e pretende viabilizar o desenvolvimento de um protótipo de gerenciador de conteúdo que sistematize e integre todos os processos relacionados à criação, controle, manutenção e disponibilização de sites acessíveis para usuários que em sua grande maioria não têm conhecimento em programação em termos de tecnologias acessíveis e de computadores, promovendo, dessa forma, a inclusão universal, principalmente de pessoas com deficiência, minimizando assim a exclusão digital.

No âmbito da chamada do programa FRIDA, o projeto da Unesp foi selecionado justamente na categoria “Internet Aberta e Livre”. No total, 510 projetos de toda América Latina e Caribe foram submetidos. A lista dos 17 projetos aprovados, bem como a descrição completa do projeto da Unesp, podem ser vistos na página do FRIDA.

Apesar de já existirem no mercado diversas plataformas de gestão de conteúdos, a implementação de recursos de acessibilidade depende diretamente do desenvolvedor e do seu conhecimento sobre o assunto. Para o professor, algumas plataformas até fornecem as ferramentas para inserção de recursos de acessibilidade, porém a adoção fica à critério do usuário desenvolvedor e, considerando todos os recursos de acessibilidade previstos nas normativas, os recursos constantes nas plataformas são restritos e limitados. 

“A nossa proposta é de construir um sistema gerenciador de conteúdos web com acessibilidade nativa, ou seja, tudo que por meio dele desenvolvido terá obrigatoriedade como resultado a criação de sites acessíveis. Dessa forma, não haverá opção de gerar conteúdo sem acessibilidade, por isso denominamos de acessibilidade nativa”, explica o docente de Presidente Prudente.

O FRIDA foi criado em 2004 com o apoio de duas entidades governamentais do Canadá: o Instituto para a Conectividade das Américas (ICA); e o Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento (IDRC). Desde sua criação, este programa recebeu contribuições do LACNIC, do IDRC, da Internet Society e da Agência de Cooperação Sueca (SIDA). Os projetos financiados são selecionados por meio de uma chamada anual, aberta e pública, sob a orientação de um Comitê de Seleção de especialistas regionais.

Os fundos para apoiar os vencedores da chamada deste ano atingiram 388 mil dólares e serão distribuídos em um prêmio e de quatro a cinco subsídios em cada uma das três categorias do edital: Estabilidade e Segurança da Internet; Internet Aberta e Livre; e Acesso à Internet.

O Centro de Promoção para a Inclusão Digital, Escolar e Social (CPIDES) é um centro de pesquisa da FCT/Unesp com 10 anos de experiência no desenvolvimento de pesquisas, ações educacionais e extensão universitária dirigida às pessoas com deficiência. Anualmente, o centro atende aproximadamente 60 pessoas com deficiência com foco no seu desenvolvimento educacional e social, gerando estratégias de alfabetização, escolarização e de inclusão e por meio da educação digital, mais de 10.000 professores de todo o Brasil foram formados pelo CPIDES. Nestes dez anos, o centro já implementou mais de 30 objetos educacionais acessíveis por meio de financiamentos de órgão de fomento à pesquisa.

Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação – www2.unesp.br