Rodolpho Riskalla chega aos Jogos Paralímpicos com cavalo de campeã olímpica

Rodolpho Riskalla

Rodolpho Riskalla é um dos dois brasileiros na equipe paralímpica de hipismo nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Além de trazer na bagagem duas medalhas de prata no Mundial de Tryon, nos Estados Unidos, em 2018, ele chega à capital japonesa com sua melhor dupla.

Don Henrico é um cavalo da raça Hannoveraner com 18 anos de vida, pertencia à alemã Ann Kathrin Linsenhoff, campeã olímpica do adestramento nos Jogos Olímpicos de Seul 1988, portanto quinze anos antes do nascimento do animal.

Riskalla e Ann Kathrin se conhecem e ela apresentou Don Henrico ao brasileiro. “O Don Henrico é garanhão e muito sensível, mas logo de cara nos demos muito bem. Alguns cavalos não se adaptam tão bem a um cavaleiro paraequestre. Você pode ter, por exemplo, um cavalo um pouco preguiçoso ou grande demais. No meu caso a dificuldade maior são as ajudas com minhas pernas e as rédeas (adaptadas com um laço), mas o Don Henrico realmente colabora”, disse Riskalla em entrevista ao site da CBH (Confederação Brasileira de Hipismo) em maio de 2020.

Don Henrico é o cavalo titular do brasileiro desde 2017. Hannoveraner é uma raça comumente usada por cavaleiros e amazonas em Jogos Olímpicos, com medalhas de ouro nas três provas do programa olímpico (saltos, adestramento e concurso completo de equitação). O motivo de tamanha eficiência se deve à capacidade atlética da raça, aliada à beleza e o temperamento.

Montando Don Henrico, Riskalla foi campeão geral do Concurso Internacional Paraequestre de Doha, em 2019; prata no individual e estilo livre nos Jogos Equestres Mundiais em Tryon, nos Estados Unidos, um ano antes.

Riskalla chegou a Tóquio na companhia do medalhista paralímpico Sérgio Oliva, igualmente representante do Brasil no hipismo em Tóquio, na tarde desta quinta-feira, 19, e da chefe da equipe, Marcela Parsons. Don Henrico desembarca na capital japonesa na madrugada de quinta para a sexta-feira, vindo de Liege, na Bélgica.

“Trouxemos Don Henrico porque ele esteve comigo tanto em Doha como em Tryon. É um cavalo espetacular, já está acostumado a viagem de avião, conheço ele muito bem”, explicou Riskalla, que adquiriu em 2019 um irmão de Don Henrico, Don Frederico, que é seu cavalo reserva, mas não estará em Tóquio.

Riskalla desembarcou otimista com sua participação nos Jogos Paralímpicos. “A chance de pódio é muito, muito grande, e uma boa chance de medalha de ouro. Claro que nossa modalidade é subjetivo, porque tem a avaliação dos juízes, mas nós estamos prontos para a prova, prontos para apresentar a performance que esperamos e o resultado que é possível a partir dela”, explicou ele, que foi cavaleiro do hipismo convencional, com passagens pela equipe brasileira, porém, contraiu meningite bacteriana em 2015 e teve parte da mão e das pernas (abaixo do joelho) amputados.

Já o brasiliense Sérgio Oliva chegou a Tóquio trazendo na bagagem a experiência de quem conquistou duas medalhas de bronze nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016, além do título mundial em 2007.

“Nós viemos para fazer história, para conquistar um resultado inédito para o Brasil”, avisou Marcela Parsons, chefe da equipe.

Os atletas paralímpicos brasileiros do hipismo chegaram a Tóquio nesta quinta-feira, 19, com a expectativa de alcançar um resultado inédito. O paulista Rodolpho Riskalla e o brasiliense Sérgio Oliva são os dois representantes do país nos Jogos Paralímpicos, cuja cerimônia de abertura será em 24 de agosto.

A delegação brasileira será composta por 259 atletas (incluindo atletas sem deficiência como guias, calheiros, goleiros e timoneiro), sendo 163 homens e 96 mulheres, além de comissão técnica, médica e administrativa, totalizando 435 pessoas. Jamais uma missão brasileira em Jogos Paralímpicos no exterior teve tamanha proporção.

Em seu Planejamento Estratégico, o CPB estabeleceu como meta se manter entre as dez principais potências do planeta nos Jogos Paralímpicos.

Os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 contarão com a transmissão ao vivo dos canais SporTV.

Patrocínio
A delegação brasileira dos Jogos Paralímpicos de Tóquio conta com o patrocínio das Loterias Caixa.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro