Se não tratada a Sífilis pode deixar sequelas irreversíveis

Sífilis

A sífilis congênita é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum. O bebê adquire a bactéria ainda na vida intrauterina, quando a mãe com sífilis, não é diagnosticada ou não é tratada adequadamente.

A transmissão ocorre pela passagem do Treponema pallidum, da mãe para o feto, através da placenta. A taxa de transmissão, no caso da gestante não tratada, pode variar de 70% a 10%, dependendo da fase da doença que a gestante está. Quanto menor o tempo que ela adquiriu a bactéria, maior será a taxa de transmissão.

Segundo a Dra. Lilian Sadeck, coordenadora da Campanha Outubro Verde – Combate à Sífilis Congênita da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), é importante salientar que mais de 50% dos bebês irão nascer assintomáticos, evoluindo silenciosamente, com o aparecimento de lesões tardias, muitas vezes irreversíveis mesmo com o tratamento adequado. Estas alterações podem aparecer ao redor dos dois anos de idade, afetando o sistema nervoso manifestando com retardo mental, convulsões, alterações ósseas, dos dentes superiores, da visão e da audição.